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Governo cobriu rombo de estatais com verba de políticas públicas

Governo cobriu rombo de estatais com verba de políticas públicas

Após uma sequência de resultados positivos em gestões anteriores, com geração de caixa para a União, empresas estatais não dependentes mergulharam em um ciclo deficitário desde o início da atual gestão Lula (PT).

Os dados vêm de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou que a situação tem levado à necessidade de aportes bilionários por parte do Tesouro nas companhias que, em tese, deveriam gerar receitas suficientes para cobrir seus próprios custos operacionais, sem depender do Orçamento da União.

Entre as estatais classificadas como não dependentes estão os Correios, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a Eletronuclear e a Casa da Moeda do Brasil.

O déficit já produz efeitos diretos sobre o orçamento da União, comprometendo o planejamento e a execução de políticas públicas. No parecer sobre as contas do governo Lula referentes a 2025, o TCU afirmou que a necessidade de acomodar o rombo das estatais levou o governo a reduzir recursos destinados a órgãos responsáveis por políticas públicas, obrigando ministérios e demais áreas da administração federal a reverem planejamentos.