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Fictor pede recuperação após tentativa frustrada de compra do Banco Master

Dias Toffoli é relator do Caso Master. As decisões do ministro têm gerado polêmica e pedidos de afastamento.

O Grupo Fictor entrou com um pedido de recuperação judicial após o fracasso da tentativa de compra do Banco Master, no ano passado, e que secou o acesso a crédito no mercado. O pedido protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo envolve as empresas Fictor Holding e a Fictor Invest.

Segundo o grupo, a recuperação judicial busca reorganizar dívidas que somam cerca de R$ 4 bilhões e garantir a continuidade das operações. A empresa afirma que a medida é necessária para “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”.

“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou no comunicado.

VEJA TAMBÉM:

  • Toffoli teria tentado orientar PF a buscar “omissões” do BC na fiscalização do Master, diz jornal

A crise do Grupo Fictor começou após a liquidação extrajudicial do Banco Master decretada pelo Banco Central no dia 18 de novembro de 2025. Na época, um consórcio liderado por um dos sócios da empr3esa havia anunciado a intenção de comprar o banco junto de investidores dos Emirados Árabes Unidos por R$ 3 bilhões, mas a operação foi interrompida pela decisão da autoridade monetária.

No pedido à Justiça, a Fictor pediu um prazo de 180 dias para suspender cobranças, bloqueios e execuções. A intenção é usar esse período para negociar com credores de forma organizada e previsível, para pagar todas as dívidas integralmente “sem nenhum deságio”, ou seja, sem desconto nos valores devidos.

“Nesse período, pela lei, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento de seus compromissos, sem interromper as operações e, consequentemente, preservando mais de 10.000 empregos diretos e indiretos”, pontuou.

A Fictor ressaltou que, antes da tentativa frustrada de compra do Banco Master, não havia histórico de atrasos ou inadimplência. Após a crise da negociação, a empresa diz que colocou em prática um plano e reestruturação que incluiu a diminuição de sua estrutura física e corpo de colaboradores.

“O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou o grupo.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No processo, a empresa deixou claro que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que continuam operando normalmente.

Após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que permanecia “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.



Fonte ==> UOL

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