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- “Quando se mata uma mulher, cada uma é violentada”, diz Cármen Lúcia
Ministra do STF critica violência de gênero e disse que barreiras informais ainda limitam o acesso a cargos de liderança.
“Quando se bate, quando se ameaça, quando se mata uma mulher, cada uma de nós é igualmente açoitada, violentada, principalmente ferida nos nossos direitos, porque somos todas mulheres, apenas seres humanos querendo participar com os ônus e eventuais até bônus, mas principalmente dar a nossa contribuição para o prosseguimento das conquistas e da melhoria dos direitos de todas as pessoas, homens e mulheres.”
“Isto não é uma questão de Estado, isto é uma questão de uma sociedade que, quando se omite, tolera ou não participa para que a gente tenha a superação deste quadro dramático de violências contra a mulher, de exclusão de mulheres, é uma sociedade omissa e uma sociedade culpada.”
“As juízas brasileiras têm tido um comprometimento extremo, uma luta enorme, muito maior do que os homens, até porque, como nós não participamos dos chamados clubes de charutos, nós temos mais dificuldade na hora de ocupação de um cargo, na hora que se tem uma promoção.”
Fonte ==> Congresso em Foco