Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Banco Central impõe sigilo de 8 anos em documentos da liquidação do Master

Alexandre de Moraes

O Banco Central impôs um sigilo de oito anos sobre os documentos que levaram à liquidação extrajudicial do Banco Master, restringindo o acesso às informações até novembro de 2033. A decisão foi confirmada em resposta a um pedido da CNN Brasil via Lei de Acesso à Informação (LAI) e teve a classificação autorizada pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo.

Segundo o Banco Central, a divulgação imediata dos dados poderia ir contra o “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”. O órgão também alegou que a liberação dos documentos pode comprometer atividades de inteligência, além de investigações e fiscalizações ainda em andamento.

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada em novembro de 2025 após a identificação de uma “grave crise de liquidez” e de “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

VEJA TAMBÉM:

  • Patrimônio de Moraes triplica desde que se tornou ministro e soma R$ 31,5 milhões

À época, o Banco Central afirmou que a “decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira”.

Além do Banco Master S/A, a liquidação atingiu todo o conglomerado incluindo o Banco Master de Investimento, o Letsbank,o Will Bank e a Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. Dados da autoridade monetária indicavam que o conglomerado representava 0,57% dos ativos totais e 0,55% das captações do sistema financeiro nacional.

As investigações sobre o caso apontaram indícios de irregularidades graves, como emissão de títulos sem lastro, manipulação de balanços e operações consideradas suspeitas durante a gestão de Daniel Vorcaro, preso em duas fases da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. O banco passou a enfrentar dificuldades para honrar compromissos e apresentava alto custo de captação, o que agravou a situação financeira.

Apurações ligadas à chamada operação indicaram possíveis práticas como supervalorização de ativos, venda de carteiras de crédito fraudulentas e lavagem de dinheiro. Também há suspeitas de uso de estruturas financeiras para simular uma saúde econômica inexistente, com transferências de recursos para pessoas ligadas ao controlador.

A crise provocou efeito em cadeia dentro do conglomerado, levando à intervenção do Banco Central em outras instituições relacionadas. A decisão incluiu o afastamento da diretoria, interrupção imediata das atividades e a nomeação de um liquidante para conduzir o encerramento das operações.

A liquidação levou a um prejuízo recorde no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 52 bilhões, que passou a lidar com um dos maiores processos de ressarcimento já registrados. Investidores afetados iniciaram pedidos para recuperar parte dos recursos aplicados nas instituições do grupo.



Fonte ==> UOL

Relacionados

Principais notícias

O Crime Quase Perfeito: A Fraude de Diplomas que Engana o Brasil
Cileide Moussallem: Quando propósito, fé e coragem se transformam em liderança
Noíva de Jesus é a mais nova apresentadora do SBT/Barra e constrói trajetória na comunicação com fé, família e empreendedorismo

Leia mais

Vice-campeã olímpica, Ana Beatriz Corrêa anuncia aposentadoria: 'O vôlei me deu tudo'
Vice-campeã olímpica, Ana Beatriz Corrêa anuncia aposentadoria: 'O vôlei me deu tudo'
Passageira dá à luz em pleno voo: "Vai ter de chamar o bebê de Kennedy"
Passageira dá à luz em pleno voo: "Vai ter de chamar o bebê de Kennedy"
Filho de senador democrata surge em troca de e-mails com Epstein
Filho de senador democrata surge em troca de e-mails com Epstein
Taylor Swift é acusada de copiar dançarina no disco 'The Life of a Showgirl'
Globo é notificada pelo MPF por suposta homofobia de Jonas no BBB 26
Palmeiras encara Grêmio em busca da quarta vitória seguida no Brasileirão
São Paulo encaminha renovação com a New Balance em acordo de até R$ 60 milhões por ano
Apple, aos 50 anos, atravessa transição da IA apostando no que deu certo no passado
Microsoft planeja investir US$ 5,5 bilhões em IA em Singapura até 2029