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Rombo deixado pelo Master pode chegar a R$ 500 bilhões, estima entidade de PFs

Rombo deixado pelo Master pode chegar a R$ 500 bilhões, estima entidade de PFs

O esquema investigado envolvendo o Banco Master pode ter provocado um prejuízo de até R$ 500 bilhões ao sistema financeiro, segundo estimativa da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). O caso, que já está na sexta fase da Operação Compliance Zero, envolve suspeitas de fraudes, lavagem de dinheiro e operações consideradas sem justificativa técnica entre instituições financeiras e o BRB.

Mestre em criminologia e especialista em segurança pública, Flávio Werneck Meneguelli, diretor de Estratégia Sindical da Fenapef, afirma acompanhar há duas décadas investigações de crimes financeiros complexos na Polícia Federal e que estes envolvendo o Master devem se confirmar como os maiores da história do país.

“Tivemos algumas outras investigações de grandes prejuízos financeiros no sistema financeiro brasileiro, mas, nesse patamar de prejuízo, incluindo ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), foi algo realmente que tomou uma proporção maior do que que o Orçamento da grande maioria dos nossos vizinhos, podendo chegar R$ 500 bilhões. Neste meio trilhão de reais abrange-se o prejuízo do BRB, que pode chegar a R$ 48 bilhões”, afirmou em entrevista ao Correio Braziliense publicada nesta segunda-feira (18).

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De acordo com a Fenapef, o volume de recursos movimentados no esquema ligado ao Banco Master chama atenção até mesmo entre grandes operações já investigadas no Brasil. O policial federal destaca que há indícios de, apenas para o Banco de Brasília (BRB), que gerou toda a apuração, o prejuízo pode chegar a R$ 48 bilhões.

“Estimado pela investigação. Porque teve compra de crédito podre, que até estão tentando repassar agora. O novo presidente [Nelson de Souza] está tentando passar a parte menos complicada”, pontuou.

Em relação ao BRB, Meneguelli afirma que o cerco a autoridades do Distrito Federal deve se fechar por conta do apoio que foi dado para a compra do Banco Master mesmo sob fortes suspeitas e ao parecer contrário do Banco Central. A Assembleia Legislativa Distrital chegou a aprovar um projeto de lei autorizando a transação na época – “algo que não existe a mínima justificativa técnica”, completou.

Flávio Werneck Meneguelli também criticou o vazamento de informações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS relacionadas ao Banco Master, alegando prejuízos diretos às investigações. Segundo ele, o acesso indevido a materiais armazenados em ambiente sigiloso da Câmara compromete a apuração de fatos sensíveis.

Sobre a possível delação do banqueiro preso Daniel Vorcaro, Meneguelli foi categórico ao afirmar que, até o momento, ela não é suficiente para avançar o caso. Nos bastidores já se fala na possibilidade de revogar benefícios que haviam sido dados a ele, como a prisão na superintendência da Polícia Federal em Brasília do que no Complexo Penitenciário da Papuda.

“Vorcaro acreditou que conseguiria comprar a delação dele fazendo uma análise subjetiva e não conseguiu. Ou ele, ou os advogados apresentam algo realmente relevante, complementar ao que a PF tem, ou não há delação, porque temos uma gama de indícios de autoria e materialidade bem grande”, disse.

Ele ainda avalia que eventuais colaborações de investigados podem se somar para ampliar o cerco às responsabilidades do esquema. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, já começou a negociar uma delação que pode ser mais profunda do que a de Vorcaro.

A Fenapef sustenta que o caso pode se tornar um dos maiores já registrados no sistema financeiro brasileiro em termos de impacto econômico. As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas pelos investigadores.



Fonte ==> UOL

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