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Células cancerígenas evitam ser destruídas ao se moverem rapidamente

Após quatro anos de quimioterapia, mulher descobre que nunca teve câncer

Células cancerígenas conseguem escapar do sistema imunológico usando a própria mobilidade para evitar serem destruídas. É o que aponta uma reportagem do site Science News, baseada em pesquisas recentes apresentadas por cientistas nos Estados Unidos.

De acordo com os pesquisadores, algumas células tumorais são capazes de se contorcer e se mover rapidamente quando entram em contato com células de defesa, como os macrófagos, responsáveis por engolir e eliminar ameaças ao organismo. Em vez de serem totalmente fagocitadas, essas células acabam apenas “mordiscadas” nas bordas, o que lhes permite escapar e continuar vivas.

Experimentos registrados com microscopia de fluorescência mostraram que, durante essa tentativa de ataque, os macrófagos arrancam fragmentos da superfície das células cancerígenas. Com isso, removem também sinais químicos que funcionam como um aviso de “coma-me” para o sistema imunológico. Sem esses marcadores, a célula tumoral se torna praticamente invisível para novas investidas das defesas do corpo.

Os cientistas observaram o fenômeno inicialmente em células de linfoma e, depois, em células de leucemia conhecidas por sua alta capacidade de movimentação. Quando a mobilidade dessas células foi bloqueada com medicamentos específicos, elas passaram a ser engolidas com mais facilidade pelos macrófagos, reforçando a hipótese de que o movimento é um fator-chave para a fuga.

Segundo os autores do estudo, compreender esse mecanismo pode ajudar no desenvolvimento de novas terapias contra o câncer. A ideia é criar tratamentos que limitem a mobilidade das células tumorais, tornando-as mais vulneráveis ao sistema imunológico. Embora aplicações clínicas ainda estejam distantes, os achados ajudam a explicar por que algumas imunoterapias não conseguem eliminar totalmente o câncer e abrem caminho para estratégias mais eficazes no futuro.

Paciente passou por tratamento agressivo na Itália após erro de diagnóstico. Justiça reconheceu negligência médica e fixou indenização de 500 mil euros (R$ 3,15 milhões) pelos danos físicos, psicológicos e pelo sofrimento causado ao longo de anos

Notícias ao Minuto | 06:20 – 14/01/2026



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