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Damares expressa preocupação com contas do DF diante de empréstimo para socorrer BRB

Damares expressa preocupação com contas do DF diante de empréstimo para socorrer BRB

Por meio de um requerimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, a senadora Damares Alves (Republicanos) expressou preocupação quanto à capacidade de o Governo do Distrito Federal sustentar seu próprio orçamento diante da nova obrigação que deve surgir: pagar o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões, a ser contratado junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

“Embora o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal não envolva, em princípio, recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal, os debates públicos subsequentes suscitaram questionamentos acerca dos reflexos da operação sobre a situação fiscal do Distrito Federal, sua capacidade de financiamento e sua sustentabilidade orçamentária de médio e longo prazo”, afirmou.

O Distrito Federal estava com nota C no índice de Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional. Diante disso, o Executivo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar alterar parte do cálculo que subiria a classificação para B, abrindo margem para uma operação de crédito mais limpa com o FGC.

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Com isso, o Supremo, sob relatoria do ministro Luiz Fux, passou a lidar com o caso. Após audiências de conciliação, a União manteve sua postura de não conceder a garantia do Tesouro, mas costurou a ajuda de um consórcio de bancos públicos e privados para sustentar o empréstimo.

Com isso, ficou definido que os R$ 6,6 bilhões serão emprestados do FGC ao governo distrital. Para garantir que não haja calote, os bancos ficam na retaguarda, com o compromisso de honrarem tudo o que eventualmente ficar pra trás. Ainda mais atrás, o Distrito Federal precisou colocar à disposição, como contragarantia, suas fatias no Fundo de Participação dos Estados (FPE) e no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

“Diante disso, torna-se imprescindível que o Governo do Distrito Federal apresente informações claras, técnicas e transparentes acerca dos riscos, obrigações e compromissos assumidos, contribuindo para afastar especulações e assegurar a correta compreensão dos efeitos da operação pela sociedade”, justificou, ao requerer o convite do secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino José de Oliveira, para detalhar os números e projeções.



Fonte ==> UOL

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