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Hidratação é essencial durante tratamento de síndromes respiratórias

Hidratação é essencial durante tratamento de síndromes respiratórias

Com a chegada das temperaturas mais baixas, os casos de síndromes respiratórias voltaram a crescer e acenderam o alerta das autoridades de saúde. Em Curitiba, a capital entrou no período considerado de “risco alto” para doenças respiratórias, cenário que já pressiona UPAs e hospitais da cidade. Segundo boletins epidemiológicos, o aumento é impulsionado principalmente pelo rinovírus em crianças e pela Influenza A entre adultos.

Além da vacinação e dos cuidados básicos de prevenção, existe uma recomendação simples e acessível que faz diferença direta na recuperação de quem enfrenta gripe, influenza e outras infecções virais: manter a hidratação adequada.

De acordo com Caroline Pássaro, especialista em alergia e imunologia do Instituto Gilberto Kocerginsky, em Curitiba, beber água é essencial para ajudar o organismo a enfrentar o período de infecção.

“A hidratação é a base para a recuperação dessas infecções virais, porque repõe os líquidos perdidos por febre, suor e até episódios de vômito. Além disso, ajuda a fluidificar as secreções, facilitando a eliminação pelo organismo”, explica.

A médica alerta que a desidratação pode agravar o estado geral do paciente, principalmente entre crianças e idosos.

“Dependendo da gravidade, a perda de líquidos pode causar desde prostração até queda de pressão arterial, sobrecarga dos rins e do coração, confusão mental e até convulsões. É algo que pode comprometer o funcionamento de vários órgãos do corpo”, afirma.

Segundo a especialista, a Organização Mundial da Saúde orienta o consumo médio de 35 ml de água por quilo corporal para adultos em condições normais. Durante infecções respiratórias, porém, essa necessidade pode aumentar significativamente.

“Em alguns casos, a necessidade hídrica pode até dobrar durante um quadro infeccioso. Mas é importante lembrar que cada paciente deve ser avaliado individualmente, especialmente pessoas que possuem outras doenças e podem ter restrições”, ressalta.

Além da ingestão adequada de água, Caroline reforça que hábitos saudáveis contribuem diretamente para fortalecer a imunidade.

“A orientação é manter uma alimentação variada, rica em fibras e vitaminas, dormir bem, praticar atividade física regularmente e respeitar os momentos de descanso. Essas são as bases para um sistema imunológico eficiente”, completa.



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