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Irã ameaça novas restrições a países que aplicarem sanções

Irã ameaça novas restrições a países que aplicarem sanções

O Irã anunciou neste domingo (10) um “novo sistema jurídico e de segurança” no Estreito de Ormuz e advertiu que os países que aplicarem as sanções dos Estados Unidos contra o país enfrentarão dificuldades para transitar pela via marítima.

“A partir de agora, os países que seguirem os Estados Unidos na aplicação de sanções contra a República Islâmica do Irã certamente enfrentarão problemas ao atravessar o Estreito de Ormuz”, declarou o porta-voz do Exército iraniano, o general de brigada Mohammad Akraminia, à agência de notícias Irna.

Akraminia afirmou que o Irã exerce agora um controle “fundamental e estratégico” sobre o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores de transporte de petróleo do mundo.

Segundo o chefe militar, a nova situação pode ter efeitos econômicos, políticos e de segurança, e até mesmo contribuir para neutralizar as sanções secundárias americanas e parte das sanções primárias.

“Hoje exercemos soberania sobre o Estreito de Ormuz e qualquer embarcação que queira atravessá-lo deverá coordenar conosco”, assinalou.

O militar afirmou ainda que, até agora, o Irã não utilizou plenamente o potencial geopolítico do estreito e permitia o trânsito tanto de aliados quanto de adversários.

No entanto, sustentou que o conflito levou Teerã a aproveitar essa capacidade estratégica e a redefinir o marco de controle sobre a rota marítima, por onde transita 20% do petróleo mundial e importantes quantidades de gás natural e outras matérias-primas essenciais para a economia global.

Irã ameaça Bahrein de fechar Ormuz “para sempre”

No sábado (9), a Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã ameaçou, o Bahrein de fechar o Estreito de Ormuz “para sempre” após o páis apresentar, junto com os Estados Unidos, um projeto de resolução na ONU contra a República Islâmica devido ao bloqueio da estratégica via marítima.

“Advertimos governos como o do país microscópico do Bahrein, que está se alinhando com a resolução americana, sobre as graves consequências desta ação”, afirmou na rede social X o chefe da comissão parlamentar, Ebrahim Azizi.

O deputado alertou o pequeno país árabe do Golfo Pérsico para “não fechar para sempre as portas do Estreito de Ormuz”.

EUA e Bahrein compartilharam na última quinta (7) com os membros do Conselho de Segurança um projeto de resolução para defender a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, que exige que o Irã cesse os ataques, a colocação de minas e a cobrança de pedágios aos navios que querem transitar por essa passagem.

O texto conta com o apoio de Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU).

O novo rascunho suaviza a versão anterior, apresentada em abril, ao eliminar toda referência ao Capítulo VII da Carta da ONU, que permite autorizar o uso de força militar e que foi vetada por Rússia e China.

Ainda assim, o embaixador iraniano nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, tachou de “defeituoso” o novo rascunho e disse que está repleto de “parcialidade” e “motivações políticas”.

Irã impõe restrições no estreito de Ormuz desde 28 de fevereiro

O Irã impôs restrições à passagem de navios e petroleiros desde os primeiros dias da guerra contra Israel e EUA, iniciada em 28 de fevereiro, o que fez com que os preços do barril de petróleo disparassem para mais de US$ 100.

VEJA TAMBÉM:

  • Biocombustíveis fazem agronegócio conter crise mundial do petróleo no Brasil

Washington, por sua vez, respondeu com um bloqueio naval sobre portos e navios iranianos desde 13 de abril para pressionar o país a assinar um acordo de paz, o que até o momento não foi alcançado, e a Casa Branca continua aguardando a resposta do Irã à sua última proposta.

As partes chegaram inclusive a trocar ataques na quinta e na sexta-feira (8), apesar do cessar-fogo estipulado em 8 de abril que segue em vigor.

Os EUA informaram que bombardearam instalações militares na costa iraniana em resposta a ataques contra seus navios no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã afirmou que lançou mísseis porque dois petroleiros iranianos haviam sido atacados previamente.

Com informações da Agência EFE



Fonte ==> UOL

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