A fé vira instrumento de identidade e medo, e a discussão sobre crédito, emprego e serviços públicos fica em segundo plano.Freepik
- A diarista que compra comida em mercado de bairro e percebe que a conta não perdoa “mês bom”.
- O dono do bar que compra bebida, gás e carne e ajusta preço com medo de perder cliente.
- A mãe que pega dois ônibus e faz conta de material escolar.
- O pequeno comerciante que tenta capital de giro e descobre que o juro come o lucro.
- Crédito mais caro: parcelamento vira armadilha e empréstimo vira roleta.
- Empresa pequena sufocada: o caixa gira, mas o juro gira mais rápido.
- Governo pressionado: dívida custa mais, investimento público fica mais disputado.
- regra de imposto e arrecadação,
- teto/âncoras e gasto público,
- investimento em escola e saúde,
- preço de energia e política de combustíveis,
- crédito, juros e estímulos,
- política industrial e infraestrutura.
- Liberdade religiosa: direito de crer, pregar, reunir, cantar, discordar, organizar comunidade.
- Uso eleitoral do sagrado: transformar autoridade espiritual em máquina de voto, com medo e promessa.
- Líder religioso pode falar de valores — honestidade, compaixão, justiça, responsabilidade.
- O que não dá é pedir voto, promover candidato, demonizar adversário como “inimigo de Deus”, e vender milagre econômico como se fosse promessa espiritual.
- Candidato pode ter fé. Óbvio.
- O que não dá é governar com catecismo eleitoral, trocando política pública por guerra moral.
- como pretende lidar com juros altos e crédito caro (Banco Central do Brasil, 2026);
- como pretende manter inflação sob controle sem empurrar custo para energia e comida (IBGE, 2026a);
- como pretende sustentar emprego com produtividade, não só com discurso (IBGE, 2026b).
Fonte ==> Congresso em Foco