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Quais lojas estão mais vulneráveis à crise do comércio de rua

Quais lojas estão mais vulneráveis à crise do comércio de rua

José Mainheriche, o “Zé da Banca”, já vendia jornais e revistas havia 16 anos quando, em 2003, a família assumiu a Revistaria e Papelaria Alto da XV, em Curitiba. Naquele começo, as publicações respondiam por cerca de 80% do faturamento. Hoje, representam menos de 5%.

A loja continua aberta porque mudou junto com o mercado. Itens de papelaria ganharam espaço, assim como brinquedos, produtos de conveniência e colecionáveis. As figurinhas se tornaram uma atração à parte. Na última Copa do Mundo, álbuns e cromos aumentaram as vendas em mais de 60% durante cerca de três meses.

A história do negócio de José mostra como as mudanças no consumo atingem o comércio de rua de formas diferentes. No caso de bancas e revistarias, o mercado de publicações impressas perdeu espaço ao longo de mais de uma década, reduzindo a procura pelo produto que antes sustentava essas lojas.

Em outros setores, o problema é diferente. Consumidores continuam comprando roupas, móveis, eletrodomésticos ou eletrônicos, mas a necessidade de uma loja para chegar até esses produtos é consideravelmente menor. Quanto mais fácil for escolher e fechar a compra por outros canais, menor tende a ser a vantagem do ponto físico.