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E se tiver sido sempre assim? – 11/12/2025 – Ruy Castro

À esquerda, mulher com expressão de angústia segura a cabeça com as mãos, vestindo blusa xadrez rosa e branca. À direita, mulher cai no chão em calçada enquanto homem com mochila a segura pelo braço, em ambiente urbano.

Todas estas notícias horríveis são das últimas duas semanas. Tainara, 31 anos, foi atropelada pelo ex-namorado e arrastada pelo carro por um quilômetro pelas ruas de São Paulo. Socorrida, teve as pernas amputadas, passou por várias cirurgias e não está livre de risco. Aliane e Layse, funcionárias de um colégio federal no Rio, foram mortas a tiros por um colega que não admitia ser chefiado por mulheres. Ele se matou em seguida. Em Rio Verde (CE), Rosilene, 38, também morreu com vários tiros disparados pelo marido.

No Distrito Federal, Maria de Lourdes, 25, cabo do Exército, foi morta a facadas e teve seu corpo carbonizado por um soldado, que pôs fogo na cena do crime. Outras mulheres também mortas a facadas foram Francisca, 33, em Araraquara (SP), Tatiana, 38, em Cordinópolis (SP), e Jane, 47, em Valparaíso (GO). Os assassinos, sempre ex-maridos ou ex-companheiros incapazes de aceitar a separação.

Caso particularmente chocante foi o de Evelin, 38, morta pelo ex-namorado com seis tiros à queima-roupa disparados por dois revólveres, numa pastelaria em São Paulo. Em Fortaleza (CE), Brenna, 36, foi agredida a marteladas no rosto e na cabeça, também por um homem que não admitia vê-la com outro. E no bairro da Savassi, em Belo Horizonte (MG), Alice, mulher trans de 33 anos, foi espancada até a morte por um homem pelo mesmo motivo.

Na Vila Formosa, em São Paulo, o corpo de uma mulher chamada Angélica, 43 anos, apareceu envolto em saco plástico, num carrinho de supermercado deixado por um suspeito. Em Florianópolis (SC), Catarina, 31, foi encontrada estrangulada, violentada e morta. Outros casos recentes de tentativa de estrangulamento, só contidos por passantes, se deram em Jundiaí (SP) e no centro de São Paulo. Há também estupros “corretivos”, tapas, murros e enforcamentos.

Com tantos casos como esses, só as estatísticas sabem se a violência contra a mulher aumentou no Brasil. O terrível será descobrir que não —que sempre foi assim e nós só não ficávamos sabendo.



Fonte ==> Folha SP

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