Não é exagero dizer que o dia 21 de março entra para a história do k-pop e marca o principal evento de 2026 na Coreia do Sul. O BTS, maior boyband do mundo, fez o tão aguardado show de retorno, após quase quatro anos de hiato.
Eles escolheram como palco a praça Gwanghwamun, em frente ao Gyeongbokgung, palácio do século 14 que é um dos principais pontos turísticos da terra natal dos astros, em Seul. O show, gratuito, foi transmitido ao vivo pela Netflix.
É a primeira apresentação dos sete juntos desde outubro de 2022, quando cantaram em Busan, cidade litorânea do país asiático, antes da pausa para que os integrantes prestassem o serviço militar obrigatório.
“Olá, Seul, estamos de volta”, disse o líder RM no começo da performance que durou uma hora. O rapper machucou o tornozelo dias antes e passou parte do evento sentado.
“Body to Body”, música que abre o aguardado novo álbum, “Arirang”, também abriu o show. Cantoras vestindo “hanbok”, a vestimenta típica do país, entoaram um canto de “Arirang”, espécie de hino tradicional, enquanto músicos tocavam “gayageum”, instrumento também representativo da cultura coreana.
Nesse momento, o palácio Gyeongbokgung foi iluminado aos fundos e completou o cenário da apresentação. O palco aberto, no formato de um arco, dava protagonismo à construção histórica, principal palácio da dinastia Joseon.
Cerca de 20 mil ingressos foram distribuídos para os fãs, e o público acompanhava tudo ao longo da avenida que parte da praça. O evento envolveu um esquema robusto de segurança do governo coreano, que incluiu a Swat, sistemas anti-drone, estações de metrô fechadas e acessos restritos ao local e prédios nos arredores. Nenhum outro artista de k-pop fez algo semelhante.
Os sete ídolos conversaram em coreano com a plateia, sem tradução ou legendas. Algumas poucas vezes falaram em inglês. “Vocês sabem que foi um caminho longo. Obrigada por nos esperarem”, disse o rapper J-hope no idioma anglófono. “O BTS 2.0 só está começando”, completou.
A setlist destacou músicas do aguardado novo álbum, lançado nesta sexta (20) —eles cantaram 8 das 14 faixas. Também incluiu os dois hits globais da boyband, “Butter” e “Dynamite”, cantadas inteiramente em inglês e voltadas para o pop americano, e “Mic Drop”, canção importante na ascensão do grupo. “Mikrokosmos”, que tem ligação com as Armys, encerrou o show.
O tempo longe não parece ter prejudicado o septeto, que fez uma apresentação profissional, cantando ao vivo e dançando, com a mesma sinergia de antes. As coreografias intensas pelas quais ficaram conhecidos, no entanto, não parecem ser o foco dos novos trabalhos, como visto no single principal “Swim”, mais lenta, e cantada em inglês.
“Arirang” tenta mesclar um retorno às raízes do BTS, com canções em coreano e que destacam o hip-hop pelo qual o grupo ganhou reconhecimento, ao mesmo tempo em que mira o mercado pop global, com faixas inteiramente em inglês
Parece óbvio escolher a terra natal como o endereço para o “comeback”, mas é representativo em meio à investida no mercado ocidental que a boyband trilhava antes da pausa. Agora, eles viajam aos Estados Unidos para divulgar o álbum em apresentações e talk shows por lá.
A performance foi uma prévia da turnê mundial do BTS, que começa no próximo mês e chega a São Paulo nos dias 28, 30 e 31 de outubro. No próximo dia 27, a Netflix lança um documentário sobre a volta do grupo de k-pop.
Veja a setlist do show
- Body to Body
- Hooligan
- 2.0
- Butter
- Mic Drop
- Aliens
- FYA
- Swim
- Like Animals
- Normal
- Dynamite
- Mikrokosmos
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Fonte ==> Folha SP