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Violência política é constante na história dos EUA – 27/04/2026 – Hélio Schwartsman

Homem sem camisa está deitado de bruços no chão com as mãos algemadas atrás das costas. Três policiais em uniforme preto estão em pé ao fundo em ambiente interno com piso de carpete.

Em menos de dois anos, Donald Trump já sobreviveu a três tentativas de assassinato. Nas duas mais recentes, a da Flórida em setembro de 2024 e a deste fim de semana em Washington, os serviços de segurança conseguiram impedir o perpetrador de disparar contra o republicano, mas, na da Pensilvânia em julho de 2024, foram as forças do acaso que salvaram Trump. A bala de fuzil passou raspando por sua cabeça.

Os EUA são um país em que a violência política corre solta. Quatro presidentes foram assassinados no exercício de suas funções: Lincoln, em 1865, Garfield, em 1881, McKinley, em 1901, e Kennedy, em 1963. Se considerarmos os casos de presidentes, ex-presidentes e candidatos a presidente que sobreviveram a ataques, a lista de ocorrências passa dos 15. O exemplo mais notório é o de Ronald Reagan, gravemente ferido num atentado em 1981.


Apesar de a violência política ser um elemento constitutivo da história americana, tudo aponta para um recrudescimento do fenômeno nos últimos anos. Relatório do BDI, um centro de pesquisa ligado à Universidade Princeton, mostrou um aumento de 30% nos incidentes de violência política entre 2024 e 2025. No mesmo período, a polícia legislativa contou um aumento de 58% nas ameaças contra congressistas.

O suspeito de sempre é a polarização afetiva, à qual podemos acrescentar um outro mal da modernidade que é a extrema facilidade que as pessoas têm para radicalizar a si mesmas na internet. Até alguns anos atrás, para tornar-se um radical era em geral preciso integrar-se fisicamente a um grupo radical.

É uma deterioração preocupante, se considerarmos que o fim precípuo da democracia é justamente evitar a violência política. A democracia muda o cálculo dos riscos. Enquanto ela vigora, sai mais em conta para quem perde uma eleição passar um tempo na oposição do que tentar resistir pela força e talvez deflagrar uma guerra civil. Daí a gravidade de atitudes como as de Trump em 6/1/21 e de Bolsonaro em 8/1/23 de estorvar a transferência pacífica do poder.



Fonte ==> Folha SP

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