Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

O avanço do e-commerce regional e de nicho: como pequenos negócios estão conquistando espaço digital

O avanço do e-commerce
O avanço do e-commerce

A digitalização do comércio não é mais uma tendência: é uma realidade consolidada que tem moldado o comportamento do consumidor brasileiro. Mas, ao contrário do que se imaginava, não são apenas os grandes players que dominam o mercado digital. Pequenos negócios, especialmente os de base regional e com foco em nichos, vêm conquistando espaço e fidelidade no e-commerce com estratégias criativas e personalizadas.

De acordo com levantamento da Neotrust, o comércio eletrônico brasileiro movimentou mais de R$ 185 bilhões em 2023. Embora as grandes redes ainda liderem em volume, o crescimento expressivo do e-commerce regional tem chamado a atenção: pequenas lojas passaram a vender através de plataformas próprias, redes sociais e marketplaces locais, oferecendo produtos exclusivos, atendimento direto e uma experiência de compra mais humana.

“O consumidor está cansado de interações robóticas e de marcas impessoais. Pequenos negócios têm a vantagem de conhecer profundamente seu público, adaptar-se rápido e criar conexões autêuticas. Isso é poderosíssimo no ambiente digital”, afirma o administrador e especialista em e-commerce Leonardo Rocha de Mendonça.

Leonardo tem experiência direta na estruturação de e-commerces em empresas locais, como o Grupo Mendonça, de moda, em Petrópolis (RJ). Lá, foi responsável pela implantação de sistemas integrados entre lojas físicas e plataforma online, uso de dados para tomada de decisão e fortalecimento da presença digital com identidade regional.

Outro fator relevante para o crescimento dos pequenos no digital é o social commerce. Redes como Instagram, WhatsApp e TikTok têm se tornado vitrines altamente eficazes para produtos de nicho, onde o relacionamento com o cliente é direto e a reputação da marca se constrói com base em experiências reais.

No Norte do país, por exemplo, é cada vez mais comum ver empreendedores comercializando produtos regionais (como artesanato, alimentos e vestuário local) através de catálogos virtuais, transmissões ao vivo e grupos de WhatsApp. Esses modelos, embora informais em sua origem, têm ganhado estrutura e profissionalização com a ajuda de especialistas, conteúdos educativos e ferramentas acessíveis.

Para Leonardo, o segredo está em unir tecnologia com verdade: “Não se trata de copiar o modelo das grandes empresas, mas de usar o digital para contar boas histórias, entregar valor e manter o que já funciona bem no contato local. A chave é a adaptação, não a padronização”.

O futuro do e-commerce no Brasil será cada vez mais híbrido, local e personalizado. E os pequenos que entenderem isso cedo sairão na frente.

Relacionados

Principais notícias

Inteligência artificial redefine o setor bancário e amplia a eficiência na gestão de riscos
Arena R1 reúne cerca de 600 empresários em São Paulo para imersão sobre estratégia, alta performance e mentalidade de execução
Da assistência à estratégia: enfermeiros ampliam atuação e assumem protagonismo na gestão do cuidado

Leia mais

Dupla argentina apaga vídeo em que acusa Anitta e Shakira de plágio
Dupla argentina apaga vídeo em que acusa Anitta e Shakira de plágio
Lula diz a aliados que vai reenviar ao Senado indicação de Messias para vaga do STF
Lula diz a aliados que vai reenviar ao Senado indicação de Messias para vaga do STF
A próxima semana será bem melhor! 3 signos que vão recuperar a esperança
A próxima semana será bem melhor! 3 signos que vão recuperar a esperança
Dino abre apuração sobre emendas para produtora do filme de Bolsonaro
Dino abre apuração sobre emendas para produtora do filme de Bolsonaro
Trabalhadores por conta própria têm as maiores jornadas no país
Trabalhadores por conta própria têm as maiores jornadas no país
Valdemar Costa Neto diz que vê Nunes Marques mais aberto a voto impresso
Valdemar Costa Neto diz que vê Nunes Marques mais aberto a voto impresso