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- Reforma do gás pode “abrir mercado” para o crime, diz professor da USP
Em entrevista ao Congresso em Foco, pesquisador defende análise dos riscos para a segurança dos consumidores em proposta da ANP.
“São medidas muito parecidas com o que o Brasil está pensando em termos de facilitar a entrada de novos players, com flexibilização das regras de enchimento dos botijões, flexibilização também das instalações industriais para o manejo desses botijões e perda de custódia dos botijões por parte das companhias. Os resultados foram muito negativos. No Equador, aumentou muito a presença do crime organizado no setor e, no Paraguai, o efeito principal foi o sucateamento do parque de botijões.”
“É o pior cenário possível: crime organizado com presença territorial, redução da fiscalização e flexibilização das regras. Primeiro, pode haver um aumento do roubo de caminhões-tanques, pode haver desvio, por óbvio, de botijões que serão sequestrados e comercializados dentro desses territórios controlados pelo crime. É um risco de a gente perder a capacidade do setor em oferecer um serviço seguro.”
“Não dá para olhar só para esse setor como se fosse simplesmente uma decisão econômica. Esse é um objetivo importante, mas sem levar em conta a estrutura de crime, a estrutura de ilícito que existe no país hoje e a presença do crime organizado, vamos correr um risco desnecessário de oferecer um mercado ilícito a mais para o crime organizado.”
Fonte ==> Congresso em Foco