A Autêntica Contemporânea comprou os direitos para publicar duas obras de Elizabeth Strout, conhecida por “Olive Kitteridge”, romance que venceu o Pulitzer e foi adaptado em uma minissérie premiada com Frances McDormand. A intenção da nova casa é reapresentar a escritora ao leitorado brasileiro.
Em 2027, a editora vai publicar o livro mais recente da americana, “The Things We Never Say” (as coisas que nunca dizemos), que acaba de sair nos Estados Unidos e já foi contratado por 15 países. A obra da autora estava saindo pela Companhia das Letras.
Seus romances se passam sempre num cenário pacato do norte dos Estados Unidos, com personagens de vidas simples e empregos ordinários. O protagonista do novo livro, Artie Dam, é professor de história numa escola secundária. A própria Olive Kitteridge, central em outros livros, aparece lateralmente aqui, cimentando um projeto literário de um mesmo universo de personagens que se frequentam.
A Autêntica também firmou a compra do primeiro livro de Strout, “Amy & Isabelle”, de 1998, uma história de mãe e filha que teve circulação restrita no Brasil. “Contratar justamente seu romance de estreia e o mais recente é uma escolha que dialoga com nosso desejo de construir uma relação duradoura com a autora e de publicar sua obra de forma consistente no catálogo da Autêntica Contemporânea”, diz a editora Rafaela Lamas.
Em um movimento semelhante, a casa também adquiriu “A Primavera da Srta. Jean Brodie”, clássico da escocesa Muriel Spark que andava mal editado por aqui —teve uma versão da Rocco lá em 1992.
O romance de 1961, cuja adaptação ao cinema rendeu o Oscar de melhor atriz a Maggie Smith, conta a história de uma professora excêntrica que inspira suas jovens alunas. O livro foi escolhido, neste mês, como um dos cem melhores romances da história em uma votação do jornal britânico The Guardian.
O selo da Autêntica se posiciona, em um catálogo que já tem Deborah Levy, Goliarda Sapienza e Cristina Rivera Garza, como casa de grandes autoras marcadas pela insubmissão.
ÊXTASE Falando nisso, as Edições Jabuticaba estão publicando a primeira antologia brasileira de poemas de Katherine Mansfield, autora de expressão inglesa conhecida sobretudo por seus contos. “Quando Fui Pássaro” foi organizado pela pesquisadora Katherine Funke, especialista na autora, e traduzido por ela ao lado de Laura Chagas, Lúcia Ely Paiva e Taty Guedes. A obra será lançada no dia 5 na Feira do Livro, em São Paulo, com presença das tradutoras.
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NOVO TETO A Jandaíra inaugura um selo dedicado aos primeiros livros de autoras mulheres, voltado principalmente a literatura, um braço que a casa dirigida por Lizandra Magon de Almeida quer fortalecer em seu catálogo. O selo Gerânia começará no fim de junho com o romance “A Última Mordida”, da paulista Mayra Beatriz Bertazzoni, e a coletânea de contos “Dona de Divinas Tetas”, da paraibana Vanusa Maria de Melo, radicada no Rio de Janeiro. O plano da editora independente é lançar mais dois livros no selo neste ano.
PÉ DO OUVIDO A Supersônica disponibiliza, em junho, sua maior produção de audiolivro até aqui: “Educação Sentimental do Vampiro”, reunião de contos de Dalton Trevisan dirigida por Felipe Hirsch e selecionada por ele e Caetano W. Galindo. A produção terá 12 vozes estreladas, priorizando artistas paranaenses como o escritor, por exemplo Arrigo Barnabé, Luís Melo, Simone Spoladore e Guilherme Weber.
Fonte ==> Folha SP