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Curso dentro de presídio devolve esperança e abre novos caminhos para mulheres privadas de liberdade

Arquivo pessoal

O que começou como uma ação voluntária transformou-se em uma iniciativa capaz de reacender sonhos e devolver perspectivas para mulheres que vivem atrás das grades.

Conhecida por sua atuação em projetos sociais durante todo o ano, Andressa já realizava trabalhos voluntários em hospitais, atendendo mulheres que enfrentaram o câncer de mama e participando de ações voltadas à reconstrução de aréolas após a mastectomia. Porém, ela sentia que ainda poderia fazer mais.

A inspiração para levar um curso profissionalizante ao sistema prisional surgiu a partir de sua própria trajetória. Antes de seguir a profissão que hoje exerce, Andressa estudou Direito e conheceu de perto a realidade vivida dentro dos presídios.

Foi então que percebeu que muitas mulheres precisavam não apenas de uma segunda chance, mas também de uma oportunidade concreta para reconstruírem suas vidas.

“Eu queria ajudar essas mulheres a mudarem suas realidades por meio da profissão que mudou a minha própria vida”, conta.

O caminho até a realização do projeto teve obstáculos. Segundo Andressa, um dos maiores desafios foi enfrentar os julgamentos de quem acreditava que aquelas mulheres não mereciam uma oportunidade.

Apesar disso, o projeto seguiu adiante e encontrou uma recepção emocionante por parte das detentas.

Ao longo das atividades, muitas histórias de sofrimento vieram à tona. Mas uma situação específica marcou profundamente a idealizadora da iniciativa.

Arquivo pessoal

Andressa ao lado de suas amigas Raizza e Marcielli que abraçaram a causa e colaboraram muito para que o projeto acotentecesse.

Mãe de uma criança autista, Andressa relata que ficou especialmente sensibilizada ao conhecer mães atípicas que estavam cumprindo pena.

“Foi impossível não me colocar no lugar delas. Eu tenho um filho autista e não consigo imaginar estar distante dele.”

Mesmo diante de tantas histórias difíceis, o que mais chamou atenção foi o brilho nos olhos das participantes. A possibilidade de aprender uma profissão e sair dali capacitadas trouxe uma nova esperança para muitas delas.

“A empolgação delas em receber uma formação foi algo que me marcou profundamente.”

O projeto não termina aqui. A intenção é ampliar a iniciativa e levar a capacitação para um número ainda maior de mulheres.

Mais do que ensinar uma profissão, a ação busca oferecer dignidade, autoestima e a oportunidade de escrever um novo capítulo na vida de quem, muitas vezes, já foi julgada pela sociedade, mas ainda sonha com um futuro melhor.

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