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Dependência financeira mantém mulheres presas ao ciclo da violência psicológica, alerta psicóloga Bia Peace

Bia Peace

A dependência financeira ainda é uma das principais barreiras para que mulheres consigam romper relacionamentos marcados pela violência psicológica. Embora esse tipo de violência não deixe marcas físicas, seus impactos emocionais podem ser profundos e duradouros, comprometendo a autoestima, a autonomia e a qualidade de vida das vítimas.

A psicóloga clínica Fabiana Lima de Moraes Oliveira, conhecida nas artes visuais como Bia Peace, explica que o controle financeiro é frequentemente utilizado como instrumento de poder dentro de relações abusivas. “Muitas mulheres permanecem em casa não porque desejam, mas porque acreditam não ter condições financeiras de recomeçar. O medo da fome, do desemprego, da falta de moradia e da responsabilidade com os filhos acaba se tornando uma prisão invisível“, afirma.

Psicóloga Bia Peace

Graduanda em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisadora do GRUPECEJA, grupo de pesquisa da UERJ coordenado pela professora Dra. Adriana Almeida, Bia Peace ressalta que a violência psicológica costuma ocorrer de forma silenciosa, por meio de humilhações, manipulação, ameaças, isolamento social, controle excessivo, chantagens emocionais e desqualificação constante da vítima.

Segundo a psicóloga, esse processo faz com que muitas mulheres passem a acreditar que são incapazes de viver sem o agressor, desenvolvendo ansiedade, depressão, baixa autoestima, síndrome do pânico, estresse pós-traumático e outras formas de sofrimento psíquico.

Bia Peace destaca que romper esse ciclo exige uma atuação integrada entre saúde mental, assistência social, políticas públicas e incentivo à autonomia financeira feminina. “A independência econômica representa muito mais do que renda. Ela oferece à mulher a possibilidade de escolha, segurança e liberdade para reconstruir sua história”, pontua.

A especialista reforça que familiares, amigos e profissionais da rede de proteção devem estar atentos aos sinais da violência psicológica, muitas vezes invisíveis para quem observa de fora. “Acolher sem julgamentos, informar sobre os direitos e incentivar a busca por atendimento especializado pode representar o primeiro passo para salvar vidas.”

Para a psicóloga, combater a violência contra a mulher significa também investir em educação, empregabilidade e fortalecimento emocional. “Nenhuma mulher deve permanecer em um ambiente de violência por acreditar que não terá como sobreviver fora dele. Garantir autonomia é também uma forma de prevenir e enfrentar a violência.”

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Instagram: @desamparoemocional

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