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Inflação de alimentos mantém pressão; março registra 1,44% – 02/04/2025 – Vaivém

Uma mulher de costas, vestindo um moletom cinza, está em uma barraca de feira. Ela segura uma sacola plástica e observa os produtos expostos. A barraca tem várias frutas e verduras, como cebolas, tomates, pimentões e batatas-doces. Acima dos produtos, há cartazes com preços escritos à mão, pendurados com prendedores. Os preços variam entre R$ 2,00 e R$ 4,99 por quilo.

A inflação dos alimentos perde alguns componentes de pressão, mas ganha outros neste primeiro trimestre. As carnes, óleos comestíveis e produtos “in natura” ficaram mais acessíveis ao bolso do consumidor no mês passado. Leite, feijão, panificados e açúcar voltaram a pressionar.

Em março, os preços médios dos alimentos subiram 1,44%, a maior taxa mensal desde dezembro de 2023. No primeiro trimestre, a alimentação aumentou 2,56%, acima do 1,37% da inflação geral. Os números são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

O peso dos alimentos no bolso do consumidor tem sido uma constante nos anos recentes. De janeiro de 2020 ao mês passado, a alimentação teve reajuste de 66,5%, bem acima dos 38,1% da inflação geral, segundo a Fipe.

É pouco tempo ainda para avaliar a liberação de taxa de importação de alimentos feita pelo governo federal no mês passado. Vários deles, no entanto, estão com queda. Entre eles, carne bovina, massas, bolachas, azeite de oliva, óleo de girassol e sardinha. O açúcar mudou de direção, e voltou a subir.

Dois itens que voltam a pressionar o custo de vida, principalmente o das famílias de menor renda, são feijão e leite. A leguminosa, passado o período da primeira safra, que foi boa e aumentou a oferta de feijão nos primeiros meses do ano, subiu 0,63% em março.

O leite, após vários meses de queda nos preços no campo, entra em uma nova fase. Houve retração na oferta, e os preços subiram 3,3% em janeiro para o produtor, acumulando 18,2% em 12 meses, conforme cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A expectativa é de que haja uma recuperação da produção nos próximos meses, devido ao clima e aos preços mais favoráveis aos produtores, o que deve elevar a oferta.

Nos cálculos da Fipe, os consumidores paulistanos pagaram 4,9% a mais pelo leite longa vida nos supermercados no mês passado. Em fevereiro, quando a tendência ainda era de queda, os preços haviam recuado 0,3%.

Safra maior de arroz e de soja mantém queda nos preços do cereal e do óleo de soja para o consumidor. O arroz, após um período de preços elevados, já acumula queda de 6,4% em 12 meses no varejo. O óleo de soja, com a safra recorde e os preços externos mais equilibrados, ficou 4,7% mais barato neste ano.

A grande pressão inflacionária continua sendo o café em pó. Embora a variação de preço de março, que foi de 6,58%, tenha sido menor do que a de fevereiro, a bebida acumula alta de 75% nos supermercados nos últimos 12 meses. A colheita se aproxima, mas os preços iniciaram abril com alta de 1,5% no campo, em relação aos do final de março, segundo o Cepea.

O ovo, nova vedete na inflação neste ano, subiu 11,1% no mês passado, abaixo dos 14,9% de fevereiro. A pressão já diminuiu, uma vez que há uma melhora entre oferta e demanda no mercado internacional. O preço dos ovos nos Estados Unidos, país responsável pela maior pressão internacional, caiu 46% desde o pico de março. No Brasil, a queda foi de 8,1% em Bastos (SP) no mesmo período. Na Itália, grande consumidora, há estabilidade.

Os produtos “in natura”, passado o período crítico do clima para o setor, ainda estão em alta, mas com ritmo menor. A exceção fica para o tomate, que, após aumento de 3% em fevereiro, registrou alta de 32,2% no mês passado.



Fonte ==> Folha SP

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