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Kassab aposta nos telhados de vidro de Lula e Flávio – 17/03/2026 – Dora Kramer

Homem de meia-idade com cabelo escuro penteado para trás, vestindo camisa polo preta, sentado em cadeira com estofado listrado em tons terrosos. Ao fundo, parede bege com dois quadros coloridos, um com padrão quadriculado multicolorido e outro em preto e branco.

A data precisa do anúncio de quem será o escolhido para tentar atrair o eleitorado hoje dividido entre Luiz Inácio da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Gilberto Kassab (PSD) não diz. Fica naquilo que já se sabe: “Será até o fim do mês”, repete, também na guarda do quase segredo de polichinelo de que a indicação recairá sobre o paranaense Ratinho Jr., cujo nome pode passar por um reposicionamento de marca.

Do triunvirato composto pelo gaúcho Eduardo Leite e o goiano Ronaldo Caiado, é quem aparece nas pesquisas em situação menos pior em relação aos dois favoritos; é visto como o preferido da elite econômica e aquele com maior capacidade de construir alianças nos estados.

Fica faltando o critério do magnetismo pessoal —também chamado de carisma— que, convenhamos, não é exatamente uma característica de destaque no perfil do governador do Paraná nem de sobra nos outros. Portanto, caso dê zebra, não terá sido esse o fator de desempate.

A aposta de Kassab é no conteúdo do discurso sustentado em temas que permeiam o ambiente social e traduzem demandas não atendidas pelo governo Lula nem pelo antecessor, do qual o primogênito de Jair Bolsonaro é representante. Nas propostas, os três Poderes estarão na mira.

Uma rasante nos planos de diálogo com o eleitorado mostra o seguinte: no Judiciário, a defesa da idade mínima de 60 anos para a nomeação de ministros, com manutenção da aposentadoria aos 75. Na prática, mandato máximo de 15 anos. No Legislativo, articulação política que dê jeito no uso abusivo de emendas; no Executivo, a volta do teto de gastos, e, na administração pública em geral, uma radical reforma do Estado.

Criminalidade, corrupção e capacidade de gestão também estão no cardápio, cujo diferencial seria justamente o abandono do embate ideológico para dar prioridade aos problemas objetivos da vida das pessoas. Gilberto Kassab acha que por aí tem jogo para o time do meio se aproveitar da rejeição e dos telhados de vidro —mercadoria farta nas prateleiras dos oponentes.



Fonte ==> Folha SP

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