Os zumbis coreanos são famosos. “Invasão Zumbi” (2016) e “Kingdom” (2019) são alguns dos principais sucessos nas telas. Dois filmes chegam aos cinemas brasileiros para aumentar a lista do gênero: “Minha Filha É um Zumbi” estreia nesta quinta (3) e “Zona Zero”, no mês que vem.
“Minha Filha É um Zumbi” se destoa das outras produções ao seguir um caminho mais leve e melodramático. Na trama, um pai solo esconde da família que a adolescente está infectada e tenta seguir com a vida normalmente.
A comédia foi o filme nacional mais visto na Coreia do Sul em 2025. Ela atraiu 5,6 milhões de pessoas e ficou à frente de cineastas renomados, como Bong Joon-ho, com “Mickey 17”, e Park Chan-wook, com “A Única Saída”. No ranking de bilheteria que inclui títulos internacionais, ficou em terceiro, atrás apenas da animação “Zootopia 2” e do anime “Demon Slayer: Kimetsu No Yaiba Infinity Castle Arc”.
A história é inspirada num webtoon (história em quadrinhos digital) homônimo, que ultrapassou 500 milhões de visualizações. Nela, o país asiático vive um surto de mortos-vivos de repente. A garota Soo-ah logo é mordida por um infectado. Desesperado e sem aceitar a partida da filha, o pai, Jeong-Hwan, a esconde. Eles fogem da capital Seul para a casa da família no interior, que não foi tão atingido.
Jeong-Hwan treina a filha para não morder as pessoas. Os parentes vão descobrindo que a adolescente não é mais a mesma e entram na onda. A avó bota disciplina na jovem e serve a ela suas comidas favoritas. A matriarca durona é vivida pela atriz Lee Jung-eun, de “Parasita” (2019) e “Okja” (2017).
No papel da dupla protagonista estão Choi Yu-ri, de 17 anos, e Cho Jung-suk, conhecido pelos k-dramas “Hospital Playlist” (2020) e “Resident Playbook” (2025).
A música sempre uniu pai e filha, que treinavam juntos a coreografia de “Nº 1”, clássico de BoA, cantora que ajudou a fundar a base do k-pop. De alguma forma, a garota-zumbi preserva parte de sua consciência e, ao ouvir a canção, reage com movimentos da dança. O pai então usa o k-pop para tentar restaurar a memória e recuperar a humanidade dela.
A rotina é atrapalhada quando uma professora, antigo crush de Jeong-Hwan, descobre o segredo. O problema é que ela é exemplo na cidade em denunciar ao governo quem esconde os infectados. No papel está Cho Yeo-jeong, também de “Parasita”.
Como um bom filme coreano, a trama tem mais reviravoltas na relação familiar. A direção é de Pil Gam-seong, que tem outro longa e o k-drama “Maldito Dia de Sorte” (2023) no currículo.
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Fonte ==> Folha SP