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ODS: impactos nas práticas ESG e os benefícios fiscais para as empresas – 02/04/2025 – Que imposto é esse

ODS: impactos nas práticas ESG e os benefícios fiscais para as empresas - 02/04/2025 - Que imposto é esse

A implementação dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), estabelecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2015, trouxe novos horizontes para o mundo corporativo, alavancando práticas de governança ambiental, social e corporativa (ESG). Os 17 ODS propõem metas globais para erradicação da pobreza, preservação ambiental e promoção de crescimento econômico inclusivo até 2030, gerando impactos significativos nas estratégias empresariais.

Nos últimos anos, a integração dos ODS nas práticas de ESG evoluiu de uma tendência para um imperativo estratégico. O mercado reconhece que empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável atraem mais investidores, reduzem riscos e aumentam sua competitividade.

Um levantamento recente da PwC indica que 72% dos investidores globais afirmam que a gestão de questões ambientais e sociais influencia suas decisões de alocação de capital. Além disso, os fundos ESG representaram mais de 50% das entradas líquidas em investimentos sustentáveis em 2023, superando a marca de US$ 1 trilhão em ativos sob gestão.

O potencial de crescimento para negócios sustentáveis é vasto. O relatório “Business and Sustainable Development Commission” estima que atingir os ODS pode liberar US$ 12 trilhões em oportunidades econômicas globais e criar até 380 milhões de empregos até 2030. Setores como energia renovável, infraestrutura sustentável, saúde e agricultura inteligente são alguns dos maiores beneficiários.

No Brasil, a adoção de práticas alinhadas aos ODS impacta positivamente o mercado de capitais, incentivada pela Resolução CVM 59/2021, que exige maior transparência em relatórios ESG. Empresas comprometidas com os ODS podem acessar mercados de crédito verde, títulos sustentáveis e incentivos fiscais.

Empresas que incorporam os ODS e práticas ESG em suas operações demonstram maior resiliência e retornos consistentes a longo prazo. Um estudo do MSCI ESG Research revelou que as empresas com melhor desempenho em ESG têm uma volatilidade de mercado 20% menor e apresentam retornos médios anuais superiores em 4% comparadas às suas concorrentes.

O alinhamento aos ODS, além de proteger contra riscos regulatórios e reputacionais, abre portas para benefícios fiscais. No Brasil, iniciativas sustentáveis podem ser incentivadas por meio de deduções fiscais vinculadas a projetos de energia limpa, reflorestamento e inovação tecnológica sustentável, conforme previsto em legislações específicas para o setor de infraestrutura e tecnologia verde.

Entre os incentivos fiscais, destacam-se:

Isenções e deduções tributárias para projetos de energia renovável: empresas que investem em energia solar e eólica podem se beneficiar de redução de ICMS e exclusão de PIS/Cofins sobre equipamentos;

Créditos de carbono e deduções de IRPJ: projetos que promovem a redução de emissões de gases do efeito estufa podem gerar créditos de carbono negociáveis, além de deduções na base de cálculo do IRPJ.

Financiamentos com taxas subsidiadas: o BNDES e outras instituições oferecem linhas de crédito a juros reduzidos para projetos alinhados aos ODS.

O fortalecimento da relação entre sustentabilidade e finanças é um fator determinante para o sucesso da agenda ESG. A transição para uma economia de baixo carbono exige um fluxo contínuo de capital, e as diretrizes dos ODS fornecem um framework claro para alinhar metas corporativas aos princípios de sustentabilidade global. Fundos de investimento sustentável e “greenbonds” captam recursos diretamente atrelados a projetos verdes e sociais, promovendo um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

A incorporação dos ODS nas práticas empresariais de ESG representa não apenas um compromisso ético, mas também uma estratégia de negócios economicamente viável e financeiramente lucrativa. Empresas que lideram essa transformação já colhem os frutos de uma reputação fortalecida, acesso facilitado a capital e maior retorno aos acionistas, enquanto contribuem para um futuro sustentável.



Fonte ==> Folha SP

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