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Petrobras pagará R$ 12 bi em dividendos após lucro de R$ 32 bi no trimestre

Petrobras pagará R$ 12 bi em dividendos após lucro de R$ 32 bi no trimestre

A Petrobras anunciou, na noite desta quinta (6), que pagará R$ 12,1 bilhões em dividendos a seus acionistas após registrar um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025, um aumento de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mesmo com o leve avanço, o lucro recorrente — que desconsidera fatores extraordinários — caiu 6,1%, para R$ 28,5 bilhões, refletindo o impacto da queda nos preços internacionais do petróleo e as políticas de preços da atual gestão.

No acumulado do ano, a estatal soma R$ 94,5 bilhões em lucro e R$ 32,4 bilhões em dividendos distribuídos – o que normalmente entra na mira das reclamações de membros do governo.

“A Petrobras está gerando resultados financeiros positivos e retorno aos seus acionistas, mesmo diante do novo patamar de preços do petróleo”, afirmou o diretor financeiro, Fernando Melgarejo, no balanço financeiro da companhia.

VEJA TAMBÉM:

  • Lula sugere redirecionar receitas do petróleo para financiar agenda climática

Parte desse desempenho um pouco mais baixo do lucro recorrente da Petrobras ocorreu pelo recuo de US$ 11 no preço do barril de petróleo do tipo Brent, referência na cotação, em 12 meses.

Os altos valores pagos em dividendos aos acionistas já foram fortemente criticados por membros do governo, como a ministra Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, como pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em distribuições bilionárias anteriores, a petista chegou a classificar o pagamento como “saque” e um “verdadeiro roubo que vem sendo cometido contra o patrimônio nacional” – ela ainda não comentou sobre esta nova rodada de dividendos.

Em um episódio de 2024, que a companhia anunciou que não pagaria dividendos extraordinários, Lula classificou as críticas do mercado como uma “choradeira” e que a Petrobras não deve “pensar só nos acionistas”.

Nos demais números divulgados nesta quinta (6), a Petrobras informou que a produção de óleo e gás atingiu um recorde histórico de 3,14 milhões de barris por dia, com um crescimento de 3,19% em relação ao mesmo trimestre de 2024. O volume superou o antigo recorde, de 3,09 milhões de barris diários no fim de 2019, e impulsionou também as exportações, que chegaram a 814 mil barris de petróleo por dia, com o total exportado — incluindo derivados — superando a marca de 1 milhão de barris diários.

Apesar do desempenho expressivo na produção, a fabricação de combustíveis caiu 1,5%, chegando a 1,79 milhão de barris por dia pela maior adição de etanol na gasolina, reduzindo a participação do derivado fóssil. No mercado interno, as vendas cresceram 1,9%, atingindo 1,8 milhão de barris diários.

A receita de vendas totalizou R$ 127,9 bilhões, uma leve queda de 1,3% frente ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda, que mede a geração de caixa, subiu 0,4%, alcançando R$ 63,9 bilhões. A valorização do real frente ao dólar contribuiu positivamente em R$ 5,6 bilhões para o resultado final.

O segmento de exploração e produção registrou lucro de R$ 28,1 bilhões, queda de 6,2% na comparação anual. Já o setor de refino, transporte e comercialização teve forte crescimento, com lucro de R$ 3,1 bilhões — mais que o dobro do obtido no mesmo trimestre de 2024 — impulsionado pelo aumento das exportações e pela taxa de câmbio favorável.

Durante o trimestre, a Petrobras manteve defasagem nos preços do diesel, vendendo abaixo das cotações internacionais, enquanto a gasolina era comercializada acima do valor de referência global. A companhia ajustou esse desequilíbrio apenas em outubro, após o encerramento do trimestre, com uma redução de 4,9% no preço do combustível em suas refinarias.

O preço médio de venda dos derivados foi de R$ 460,54 por barril, queda de 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a estatal manteve um ritmo elevado de investimentos, aplicando US$ 5,5 bilhões (R$ 30 bilhões) no trimestre, alta de 23,7%. A maior parte dos recursos foi destinada à exploração e produção, com foco em plataformas e sistemas submarinos.

No acumulado do ano, os investimentos somam US$ 14 bilhões (R$ 76 bilhões), um crescimento de 28,9% frente a 2024.



Fonte ==> UOL

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