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Projeto cria política de rastreabilidade bovina individual

Homenagem ao Dia Internacional do Trabalho. Dep. Carlos Henrique Gaguim (UNIÃO - TO)

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputado Carlos Henrique Gaguim, autor do projeto de lei

O Projeto de Lei 3332/26 cria a Política Nacional de Capacitação em Inovação Tecnológica para a Rastreabilidade Bovina Individual (PNCIT). A ideia é ajudar agricultores familiares e pequenos produtores rurais a aderirem ao novo sistema de rastreabilidade do gado bovino. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A rastreabilidade funciona como um “RG” para cada animal, com seu histórico desde o nascimento até o abate.

A política será implementada de forma gradual, em cinco etapas:

  1. levantamento e cadastramento dos produtores;
  2. formação de técnicos e extensionistas rurais;
  3. capacitação dos produtores;
  4. apoio financeiro e tecnológico para acessar o sistema; e
  5. consolidação do uso da rastreabilidade nas pequenas fazendas.

Pelo projeto, o governo federal regulamentará os critérios para financiar total ou parcialmente os custos dos dispositivos de identificação eletrônica para os agricultores em situação de vulnerabilidade.

O programa terá como prioridade as mulheres rurais e os produtores localizados na Amazônia Legal ou com menor acesso à assistência técnica.

O plano é complementar à portaria do governo federal que, em 2025, instituiu o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), o qual estabelece um cronograma para tornar a rastreabilidade obrigatória para todo o rebanho brasileiro.

O deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO) lembra que a rastreabilidade hoje é uma exigência de mercados compradores como a União Europeia, mas que a nova regra oficial impõe um desafio aos pequenos produtores, que operam com pouco dinheiro e sem acesso fácil à internet.

“Deixar para trás os agricultores familiares e pequenos produtores rurais na transição para a rastreabilidade significaria excluir milhares de famílias do mercado formal de carne bovina e comprometer os compromissos internacionais do Brasil em sustentabilidade”, defende o autor.

Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei



Fonte ==> Camara

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