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Trabalhadores dos Correios rejeitam proposta salarial

Tesouro autoriza Correios a contratarem empréstimo de R$ 12 bilhões

A maioria dos trabalhadores dos Correios no Estado do Rio de Janeiro rejeitou, na segunda-feira (22), a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela empresa em audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Com a decisão, a negociação salarial caminha para um dissídio coletivo.

Ao todo, 512 trabalhadores participaram da votação. Destes, 486 rejeitaram a proposta, 13 votaram a favor e outros 13 se abstiveram, segundo o Sintect-RJ (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro). A Assembleia recebeu 1.200 inscrições.

De acordo com o sindicato, o texto do acordo retira direitos históricos da categoria. Entre os pontos criticados estão a ausência de pagamento do reajuste salarial retroativo a agosto de 2025, a não extensão do aumento aos benefícios e a redução do adicional pago por trabalho em domingos e feriados — atualmente de 200% ou duas folgas — para 100% e apenas uma folga, conforme a legislação.

Em comunicado, o presidente do Sintect-RJ, Marcos Sant’aguida, afirmou que a assembleia foi convocada para responder a uma intimação do TST, que solicitou a apreciação da proposta apresentada no dia 17. “Por não ter tempo hábil, tivemos que realizar uma assembleia virtual, o que é legitimado pelo nosso estatuto”, declarou.

Segundo o dirigente sindical, antes da votação houve um debate político sobre a proposta, que, na avaliação da categoria, não traz ganhos financeiros. “A empresa propõe um reajuste de 5,13% para ser pago apenas em abril de 2026. Ou seja, ficamos seis meses sem receber nada e depois mais cinco meses sem qualquer recomposição”, afirmou.

Sant’aguida também criticou a retirada do chamado Vale Extra e disse que a promessa de reposição integral do INPC a partir de agosto de 2026 não representa concessão da empresa. “Isso é direito nosso. A jurisprudência do TST garante. Portanto, a atual direção dos Correios não está propondo nada economicamente para a categoria”, afirmou.

A rejeição da proposta no Rio de Janeiro ocorre em meio a um movimento nacional de mobilização. No dia 16 de dezembro, sindicatos de algumas das maiores bases de funcionários dos Correios aprovaram greve geral por tempo indeterminado. Assembleias autorizaram a paralisação em estados como Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso e Paraíba. Em São Paulo, os trabalhadores também aprovaram a greve, apesar da orientação contrária da direção do sindicato local.

Os trabalhadores cobram reajuste salarial, recomposição inflacionária e a manutenção do benefício de fim de ano conhecido como “vale-peru”, orçado em R$ 2.500. Os sindicatos afirmam que os funcionários não podem ser responsabilizados pela situação financeira da empresa e rejeitam medidas que, segundo eles, transferem o ônus da crise para a categoria.

Os Correios atravessam um período de forte dificuldade financeira. No acumulado até setembro, a estatal registrou prejuízo de R$ 6,1 bilhões. A empresa enfrenta crise de liquidez, possui dívidas elevadas e gasta cerca de R$ 15,1 bilhões por ano com a folha de pagamento, valor que inclui gratificações previstas no ACT, como adicional de 70% nas férias e pagamento de 200% em dias de descanso semanal ou feriados.

Além disso, a direção dos Correios estuda implementar um Programa de Demissão Voluntária (PDV), com meta de desligar cerca de 10 mil funcionários em 2026 e outros 5 mil em 2027.



Fonte ==> UOL

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