Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Veja filmes e séries para odiar, celebrar ou rir do chefe – 15/10/2026 – Ilustrada

Esta é a edição da Maratonar, a newsletter da Folha que ajuda você a se achar no meio de tantas opções de séries e filmes no streaming. Quer recebê-la todas as sextas no seu email? Inscreva-se abaixo:

Não adianta, seu chefe pode ser a oitava maravilha do mundo e ainda assim ele será uma figura não muito benquista apenas porque ele é… o chefe. É a vida, e quem cobra não costuma ser muito amado mesmo. A questão é que existe um dia dedicado aos chefes, 16 de outubro, em que eles deveriam ser comemorados.

Como isso não vai acontecer, uma opção para a data é ver séries e filmes que abordam a relação dos chefes e funcionários, uma fonte de situações no mínimo curiosas. É a chance de lembrar dessa figura injustiçada de maneira carinhosa ou com ódio, porque esse é o destino de todos os chefes. Há ainda alternativas para dar risada deles, já que os chefes historicamente são tema de muitas mesas de bar e porque se divertir em cima da desgraça é a melhor forma de superar traumas e perceber que no final tudo tem um lado bom.

Para não cair na obviedade, a lista não inclui “The Office”, uma série batida demais e que muita gente já viu. Se não for o caso, recomendo assistir à versão original, com Ricky Gervais como o chefe que gera diversas cenas constrangedoras, de causar dor física. Disponível na HBO Max ou por locação no Prime Video.

O Grande Chefe (2006)

The Boss of It All. Disponível na Mubi, 100 min.

Não só de dramas sobre mulheres que sofrem até o limite vive Lars von Trier. Nesta comédia de escritório, o controverso diretor dinamarquês de “Os Idiotas”, “Dogville” e “Ninfomaníaca” conta a história do dono de uma firma de TI que inventou um chefe fictício para justificar todas as decisões impopulares, sempre com o argumento de que “o grande chefe” é quem manda lá de cima. Na hora de vender a empresa, o comprador exige falar com o tal presidente, e a solução é contratar um ator fracassado para fazer o papel. O problema é que o ator leva o seu personagem a sério demais, e a farsa sai do controle, em uma sátira sobre quem se esconde atrás de cargos para não assumir suas próprias responsabilidades. Ainda que o filme não siga as regras do Dogma, movimento do qual Von Trier é cofundador, há uma estética caseira, descompromissada.

Industry (2020 – )

HBO Max, 4 temporadas

Se você acha que o seu chefe exagera, a série de Mickey Down e Konrad Kay, que trabalharam no mercado financeiro antes de se tornarem roteiristas, serve para recalibrar a régua. Em “Industry”, um grupo de recém-formados disputa vagas em um banco de investimento, o Pierpoint, em que ninguém é amigo de ninguém e em que as carreiras se fazem com muita ambição, pouco moralismo e zero escrúpulos. O seriado melhora a cada temporada, mas a mais recente descambou num vale-tudo, e o ambiente corporativo deu lugar a um thriller por vezes exagerado. Quem não for do mercado financeiro provavelmente vai se perder nos jargões, mas ninguém precisa entender de derivativos para reconhecer o prazer de ver gente muito esperta tomando decisões muito ruins. Ken Lung, que interpreta Eric, e Marisa Abela, que vive Yasmin, estão excelentes.

Indústria Americana (2019)

American Factory. Netflix, 115 min.

Para quem acha que o problema do trabalho é o chefe, este documentário vencedor do Oscar mostra que o problema por vezes é bem mais profundo. Em 2014, a chinesa Fuyao reabriu em Ohio, nos EUA, uma fábrica da General Motors fechada desde a crise de 2008, prometendo devolver centenas de empregos a um lugar que havia desaprendido a esperar por eles. No começo há festa, mas a rotina entre operários americanos e gestores chineses logo vira um choque de culturas: de um lado, a hora extra como virtude e as reclamações como falta de caráter. Do outro, direitos trabalhistas e pessoas que não querem ser tratadas só como uma peça. Primeira produção da Higher Ground, companhia de Barack e Michelle Obama, o filme foi dirigido por Steven Bognar e Julia Reichert e de certa forma espelha a rivalidade atual entre Estados Unidos e China.

O Urso (2022 – 2026)

The Bear. Disney+, 5 temporadas.

No Dia do Chefe, nada mais justo do que recomendar uma série sobre um chef. Carmy Berzatto, vivido por Jeremy Allen White, é um cozinheiro premiado que volta a Chicago para tocar a lanchonete de sanduíches italianos da família depois da morte do irmão. O que ele tem de talento falta em paciência, e a cozinha vira um pandemônio. Com boa vontade, dá para afirmar que “O Urso” no final das contas é sobre saúde mental e mostra que, veja só, os chefes têm sentimentos —e sofrem bastante com eles. O elenco secundário brilha, sobretudo Ayo Edebiri, como Sydney, Ebon Moss-Bachrach, o primo Richie, e Liza Colón-Zayas, a cozinheira Tina. A primeira temporada, soberba, enganou o público, já que as seguintes estão em um nível bem abaixo, e a série vai bem melhor quando segue o caminho do drama em vez do da comédia. Uma marca constante e notável é a trilha sonora. A abertura do sétimo episódio do primeiro ano, com uma sequência de imagens de Chicago ao som de uma canção do indie Sufjan Stevens, é de uma beleza arrebatadora.

Parasita (2019)

Gisaengchung. Netflix e Prime Video, 132 min.

Vencedor de quatro Oscar, incluindo o de melhor filme —o primeiro de língua não inglesa a levar o prêmio—, “Parasita” mostra uma família de Seul que vive em um porão apertado, sem trabalho e brigando pelo wi-fi do vizinho até que o filho consegue uma vaga de professor particular na casa de uma família rica. O que vem depois é uma sequência de indicações, disfarces e pequenas mentiras em que os Kim vão ocupando, um a um, os postos da casa dos Park, sempre com o sorriso treinado de quem aprendeu a sobreviver agradando ao patrão. O diretor Bong Joon-ho inicia o filme como comédia, passa para o thriller e termina o longa como um soco social que beira o terror, já que “Parasita” escancarou para o mundo as desigualdades da Coreia do Sul, país celebrado por sua indústria de tecnologia e pelo retrato açucarado de suas músicas e novelas.


O que está chegando

As novidades nas principais plataformas de streaming

Onde Está a Wanda? (2024 -)

Where’s Wanda? Segunda temporada estreia em 21 de outubro no Apple TV

Justamente quando a família Klatt pensava que sua vida finalmente voltava ao normal, Wanda (Lea Drinda) é flagrada, aparentemente com as mãos na massa, de pé sobre um cadáver. Agora, eles precisarão fazer tudo o que for possível para provar a inocência dela e evitar perdê-la novamente.

Verônika com K (2026)

Chega ao Globoplay em 22 de outubro

Drama jurídico e policial, situado seis anos antes da série “Arcanjo Renegado”, acompanha Verônika (Roberta Rodrigues), advogada criminalista que deixou o fictício Morro do São Jerônimo após uma tragédia familiar. Com o mentor preso por corrupção, ela aceita defender Rod (Dhério Chagas), chefe do tráfico e rival de Cristiano (André Luiz Miranda), policial e amigo de infância.

Ninguém Quer (2024 -)

Nobody Wants This. Terceira temporada estreia em 22 de outubro na Netflix

Uma agnóstica e um rabino se apaixonam e precisam conciliar estilos de vida bem diferentes para fazer a relação dar certo. Essa é a premissa da série romântica protagonizada por Adam Brody e Kristen Bell. Na nova temporada, eles passam a morar juntos e enfrentam os desafios da rotina.

Xica da Silva (1976)

Estreia na Mubi nesta sexta-feira (16), 119 min.

Produção de Cacá Diegues se passa no Brasil do século 18, em que Xica da Silva (Zezé Motta), uma mulher negra escravizada, torna-se amante de João Fernandes de Oliveira (Walmor Chagas), representante da corte portuguesa. Ela exige dele a alforria e se torna a “rainha do diamante” em Arraial do Tijuco, atual Diamantina.

Marília Mendonça: Sentimento Louco (2026)

Chega ao Prime Video nesta sexta-feira (16)

A série documental retrata a vida e a carreira da artista feminina mais ouvida do país. Com depoimentos de familiares, amigos e artistas, mostra sua influência na abertura de espaço para outras mulheres no sertanejo.

Katseye: Wild Hearts (2026)

Estreia no Disney + nesta sexta-feira (16), 80 min.

O documentário acompanha a nova fase do grupo com bastidores, entrevistas e vídeos dos Eyekons, nome dado aos fãs. O filme destaca a relação do Katseye com sua comunidade ao redor do mundo.


Veja antes que seja tarde

Uma dica de filme ou série que sairá em breve das plataformas de streaming

Judas e o Messias Negro (2021)

Judas and the Black Messiah. Disponível na HBO Max até o dia 31 de outubro, 126 min.

O drama de Shaka King, inspirado na história real, acompanha a trajetória do ativista Fred Hampton (Daniel Kaluuya), líder dos Panteras Negras em Illinois, nos EUA, e as tentativas do FBI de se infiltrar na organização. O filme recebeu seis indicações ao Oscar e levou duas estatuetas: melhor ator coadjuvante, para Kaluuya, e melhor canção original, com “Fight for You”. Foi o primeiro longa só com produtores negros a concorrer na categoria de melhor filme.



Fonte ==> Folha SP

Relacionados

Principais notícias

Jornalista denuncia perseguição e diz viver escalada de pressão após críticas ao poder público em Barcarena
Davi Cincoetti: livros, ciência e história e um Qi raro encontrado em apenas 0,2% da população mundial
De Breves à Assembleia Legislativa: a trajetória de Luiz Rebelo e os desafios do desenvolvimento do Pará

Leia mais

TSE define regras sobre canais no WhatsApp em campanhas após decisões conflitantes
TSE define regras sobre canais no WhatsApp em campanhas após decisões conflitantes
Dólar dispara e Bolsa cai com empate técnico entre Flávio e Lula e avanço do fim da escala 6x1
Dólar dispara e Bolsa cai com empate técnico entre Flávio e Lula e avanço do fim da escala 6x1
PSG domina o City na Inglaterra e vira líder da Champions League
PSG domina o City na Inglaterra e vira líder da Champions League
Exportações à UE crescem 30,7% após acordo com Mercosul
Exportações à UE crescem 30,7% após acordo com Mercosul
Heloisa Périssé diz viver sua melhor fase aos 60 anos
Heloisa Périssé diz viver sua melhor fase aos 60 anos
Kassio atende Flávio e suspende propaganda do PT que cita caso Master
Kassio atende a pedido de Flávio Bolsonaro e manda censurar canal pró-Lula criado por Janones