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Vorcaro se disse perseguido pela concorrência em reunião com Lula, revela Galípolo

Presidente do Banco Central prestou depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado.

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, detalhou à CPI do Crime Organizado, no Senado Federal, a reunião ocorrida em dezembro de 2024 entre ele, o presidente Lula (PT) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Galípolo diz que recebeu a convocação para ir ao Planalto por meio da chefia de gabinete da Presidência da República, quando ainda não tinha sido nomeado. Na ocasião, Vorcaro e os outros representantes do Master presentes teriam ensaiado uma narrativa de perseguição por parte do mercado financeiro que estaria dificultando sua sustentabilidade, “algo que não era muito aderente dado o próprio tamanho do banco”.

O economista ainda revelou que, além de Vorcaro e o dono do Banco Pleno, Augusto Lima, estavam na reunião o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ele negou a presença do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.

“Quem falou mais foi propriamente o Daniel Vorcaro, e ele falou muito nessa linha de contar o que estava acontecendo, dizer que o sistema financeiro é muito concentrado e que ele tinha métodos inovadores, que geravam mais concorrência e que ele estava incomodando com a concorrência”, revelou.

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Galípolo traça linha do tempo que levou ao credenciamento do Master

Presidente do Banco Central prestou depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado. (Foto: Alexandre Boiczar / Banco Central)

O presidente do BC também traçou a linha do tempo que culminou na inclusão do Banco Master no Sistema Financeiro Nacional. O depoimento ocorreu nesta quarta-feira (8), por meio de um convite do senador Eduardo Girão (Novo-CE).

De acordo com Galípolo, a primeira tentativa de credenciamento ocorreu em fevereiro de 2019, no final da gestão de Ilan Goldfajn. A razão da negativa seriam as dúvidas em relação à origem dos recursos. A autorização ocorreu em outubro de 2019, já sob a presidência de Roberto Campos Neto. “O entendimento da área técnica é que ele apresentou uma outra origem de recursos e que, a partir daí, estava atendido o que antes tinha sido rejeitado”, completou.

Campos Neto também foi convocado, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça o desobrigou de comparecer. Em decorrência disso, ele optou por faltar à sessão pela terceira vez.

O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), questionou sobre outro requisito necessário ao credenciamento: a reputação ilibada. Galípolo explicou que as normas só permitem a negativa sob essa alegação com base em processos judiciais, e não em notícias ou boatos.

A liquidação extrajudicial do Master só ocorreu em novembro de 2025, em meio às investigações da Operação Compliance Zero, que culminaram na prisão de Vorcaro. O Tribunal de Contas da União (TCU) entrou no caso para apurar a conduta dos servidores do BC. Um dos pontos de atrito foi o sigilo de oito anos imposto ao procedimento. Sobre issso, Galípolo disse que é necessário seguir “o rito mais estrito possível” para evitar uma anulação judicial.



Fonte ==> UOL

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