Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Governo dribla arcabouço fiscal com manobras no Orçamento

Governo dribla arcabouço fiscal com manobras no Orçamento

Em Brasília, um acordo entre o governo Lula e o Congresso legalizou manobras para driblar a principal regra de controle de gastos do país. A nova Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 permite excluir despesas bilionárias do cálculo da meta fiscal, abrindo espaço para mais gastos.

Como o governo está burlando a regra fiscal?

A nova lei permite que até R$ 10 bilhões em despesas de estatais, como os Correios, fiquem fora do cálculo da meta. Gastos da Petrobras, ENBPar e até R$ 5 bilhões do Novo PAC também não serão contabilizados. Na prática, o governo pode gastar mais sem descumprir formalmente a meta, pois essas despesas não entram no resultado oficial.

Por que esse acordo foi feito?

Foi uma negociação política. O governo federal consegue mais liberdade para aumentar os gastos em um ano eleitoral, enquanto o Congresso garante a liberação de recursos de emendas parlamentares a tempo das campanhas nos estados. Essa troca de favores viabilizou a aprovação da lei, mas enfraqueceu o controle das contas públicas.

O que significa na prática esse “jeitinho” no orçamento?

Essas manobras, chamadas de “puxadinhos”, funcionam como se o governo anotasse parte de suas dívidas em uma planilha separada para fingir que não existem. Embora a meta oficial seja cumprida no papel, as despesas continuam crescendo e sendo incorporadas à dívida pública, que precisa ser paga de uma forma ou de outra.

Mas afinal, o que é o arcabouço fiscal?

É a regra criada em 2023 para controlar as contas do governo, substituindo o antigo teto de gastos. A ideia era permitir que os gastos crescessem, mas de forma controlada e atrelada ao aumento da arrecadação. Com as exceções constantes, porém, a regra perde sua função de limitar as despesas e vira um instrumento para acomodar gastos políticos.

Quais as consequências disso para o país?

A principal consequência é a perda de credibilidade da política fiscal. O mercado financeiro e os especialistas já não veem a regra como uma garantia de que a dívida pública será controlada. Mesmo que o governo anuncie que cumpriu a meta, todos sabem que isso só foi possível por meio de manobras contábeis, o que gera desconfiança sobre a saúde financeira do Brasil.

Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.

VEJA TAMBÉM:

  • Com “puxadinhos” no Orçamento, governo Lula legaliza fracasso do arcabouço fiscal



Fonte ==> UOL

Relacionados

Principais notícias

Gestão de riscos deixou de ser assunto das grandes empresas e passou a ser essencial para qualquer negócio
Empreendedor que começou cedo aposta na proximidade com a população para discutir o futuro de Barcarena e da região
Hiran Castiel transforma memória sefardita e história da Amazônia em livros sobre identidade, sociedade e Brasil

Leia mais

Nestlé vende divisão de vitaminas e suplementos por US$ 1 bilhão
Nestlé vende divisão de vitaminas e suplementos por US$ 1 bilhão
Renan Santos: País tem cenário de 'forte despolitização' e crescimento de Cury foi 'inorgânico'
Renan Santos: País tem cenário de 'forte despolitização' e crescimento de Cury foi 'inorgânico'
Professor salvou a vida de 1.600 alunos durante enxurrada no Nepal
Professor salvou a vida de 1.600 alunos durante enxurrada no Nepal
Zodíaco: 4 signos que vão virar a página e entrar numa poderosa era
Zodíaco: 4 signos que vão virar a página e entrar numa poderosa era
Juro médio do rotativo do cartão de crédito cai a 436,2% ao ano em julho, afirma BC
Juro médio do rotativo do cartão de crédito cai a 436,2% ao ano em julho, afirma BC
Justiça manda casal pagar R$ 3,2 milhões a Danilo Gentili e Diogo Portugal após golpe nos EUA
Justiça manda casal pagar R$ 3,2 milhões a Danilo Gentili e Diogo Portugal após golpe nos EUA