Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Secretário de reformas de Lula deixa o governo após derrota no Congresso

Esplanada dos Ministérios

O secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, pediu exoneração do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a sanção da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e de uma derrota recente do Executivo no Congresso Nacional. O pedido foi feito na última sexta (2) e oficializado nesta segunda (5) no Diário Oficial da União (DOU).

A saída ocorre em um momento sensível da política econômica do governo, marcado por dificuldades de articulação política e resistência do Congresso a propostas de aumento de tributação. Marcos Pinto já havia sinalizado a intenção de deixar o governo em novembro do ano passado, afirmando que pretendia retornar à iniciativa privada.

“Está chegando a hora de eu voltar para a iniciativa privada e cuidar da minha família”, disse na ocasião.

A exoneração foi publicada na edição do dia do DOU (veja na íntegra), mas sem a indicação de um substituto. A Gazeta do Povo procurou o Ministério da Fazenda e aguarda retorno.

VEJA TAMBÉM:

  • Denúncias de assédio moral disparam no governo Lula, aponta relatório da CGU

O ministro Fernando Haddad chegou a comentar publicamente o incômodo com a decisão do secretário de deixar o cargo, se dizendo “chateado” com a decisão de Barbosa.

“Eu estou meio chateado com o Marcos Pinto porque ele já falou para mim que está pensando em seguir o [Bernard] Appy”, afirmou Haddad durante uma cerimônia no Palácio do Planalto.

À frente da Secretaria de Reformas Econômicas, Marcos Barbosa esteve envolvido em temas centrais da agenda do governo, como a reformulação do Imposto de Renda. Ele também participou da criação do programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas, e do Pé-de-Meia, programa que prevê repasses financeiros a estudantes como incentivo à permanência na escola.

Nos últimos meses, o secretário passou a atuar em mudanças no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e na tentativa de acabar com a isenção de impostos sobre LCAs e LCIs, títulos ligados ao agronegócio e ao setor imobiliário. A proposta, porém, encontrou forte resistência no Congresso Nacional.

Após a derrota no Legislativo, Marcos Barbosa reconheceu que não havia espaço político para insistir no tema em 2026 e que “a decisão do Congresso tem que ser respeitada”. “O Congresso decidiu agora que não quer tributar esses títulos”, afirmou na época em entrevista à Folha de S. Paulo.

A avaliação interna foi de que o clima político inviabilizou novos avanços na agenda de reformas econômicas defendida pela equipe da Fazenda. “Não faz sentido a gente voltar com essa discussão agora”, completou o então secretário, sinalizando o esgotamento do debate.

Além da saída de Marcos Barbosa, há a expectativa de que o próprio ministro Haddad deixe a pasta em breve para se dedicar à campanha eleitoral de Lula à reeleição.



Fonte ==> UOL

Relacionados

Principais notícias

Milton Domingues: 19 anos construindo referência no varejo e atacado de tecnologia no Brasil
Trabalhadores dos Correios rejeitam proposta salarial
“Psiquemicídio Negro”: novo livro de Gil de Sá propõe conceito inédito sobre os impactos do racismo na saúde mental

Leia mais

renataok
Luxo silencioso redefine o conceito de sofisticação transformando posicionamento de marcas e profissionais
WhatsApp Image 2026-01-22 at 18.26
Saúde mental como estratégia de gestão impulsiona resultados e performance nas empresas
WhatsApp Image 2026-01-20 at 09.27
Cirurgia robótica na ginecologia transforma a segurança dos procedimentos e a experiência das pacientes
WhatsApp Image 2026-01-22 at 16.18
Do Netflix para o Carnaval 2026: O artista Lipy Adler “Lipy” no Line Up do 300 Cosmo Beach Club em Jurerê Internacional
WhatsApp Image 2026-01-22 at 13.04
Por que a maioria das iniciativas de IA está tornando as empresas mais lentas
Flamengo ganha posição em lista de clubes mais ricos do mundo; Real lidera
Flamengo ganha posição em lista de clubes mais ricos do mundo; Real lidera