Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

STF limita penduricalhos no Judiciário e Ministério Público

STF limita penduricalhos no Judiciário e Ministério Público

O Supremo Tribunal Federal aprovou nesta semana restrições aos chamados penduricalhos, adicionais que elevam os rendimentos de juízes e promotores acima do teto de R$ 46,3 mil. A medida busca gerar economia, mas mantém exceções que permitem vencimentos reais de até R$ 78 mil mensais.

O que são os penduricalhos e por que eles geram polêmica?

Penduricalhos são benefícios extras, como auxílio-moradia ou gratificações por tempo de serviço, que se somam ao salário base. A polêmica existe porque esses valores frequentemente fazem com que a remuneração final ultrapasse o teto constitucional, que é o salário máximo permitido por lei no setor público brasileiro.

Como funcionam os novos limites impostos pelo Supremo?

A Corte definiu que a soma de vantagens extras não pode ultrapassar 70% do valor do teto. Esse limite foi dividido em dois blocos: até 35% para Adicional por Tempo de Serviço (antiguidade) e outros 35% para verbas indenizatórias, como diárias e ajuda de custo para mudanças. Na prática, um magistrado ainda poderá receber cerca de R$ 78 mil somando esses blocos.

Quais verbas continuam fora do cálculo do teto salarial?

Esta é a principal brecha: o 13º salário, o adicional de férias, o auxílio-saúde (desde que os gastos sejam comprovados) e o abono de permanência (pago a quem já pode se aposentar mas continua trabalhando) não entram na conta do teto. Gratificações por funções eleitorais também ficam de fora, permitindo que o valor líquido final continue muito alto.

Qual é a situação atual dos rendimentos da magistratura no Brasil?

Dados de 2025 mostram que 98% dos juízes brasileiros receberam acima do teto constitucional em pelo menos um mês. Mais de 13 mil magistrados ganharam R$ 100 mil acima do limite anual e, em casos extremos, os valores extras ultrapassaram R$ 1 milhão. O estudo aponta que juízes no Brasil ganham, em média, mais do que seus pares em países como Estados Unidos e Alemanha.

O que acontece com os pagamentos de benefícios criados no passado?

O STF proibiu benefícios criados por resoluções locais ou leis estaduais que não estejam previstos na nova regra, como o auxílio-combustível e o auxílio-natalino. Além disso, todos os pagamentos atrasados que estavam previstos foram suspensos. Agora, eles dependem de uma auditoria minuciosa do CNJ e aprovação do próprio STF para serem pagos.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

  • Decisão do STF restringe penduricalhos, mas mantém brechas para supersalários



Fonte ==> UOL

Relacionados

Principais notícias

Porto de Santos consolida protagonismo na exportação de algodão e fortalece liderança do Brasil no mercado mundial
Formação esportiva de alto nível amplia impacto social e eleva projetos de base no Brasil
De especialista em bastidores da imagem na TV brasileira a elo informativo para imigrantes nos EUA, Raphael Amorim amplia alcance da comunicação internacional

Leia mais

Proposta de Flávio de adiar tarifaço para depois das eleições é inaceitável, diz Caiado
Caiado diz que candidatura de Flávio Bolsonaro está 'afundando'
Governo Lula notifica 37 fintechs por movimentar dinheiro de bets ilegais
Governo Lula notifica 37 fintechs por movimentar dinheiro de bets ilegais
Amazônia tem menor índice de desmatamento para o 1º semestre em uma década
Amazônia tem menor índice de desmatamento para o 1º semestre em uma década
Futuro primeiro-ministro aposta em 'manchesterismo' para transformar Reino Unido
Futuro primeiro-ministro aposta em 'manchesterismo' para transformar Reino Unido
Líder do PT chama Alcolumbre de 'inimigo' do fim da 6x1, e senador diz não tolerar ameaça
Moraes dá 10 dias para PF ouvir Flávio em caso de calúnia contra Lula 
Pastilhas e sprays de garganta podem “mascarar” doenças graves; entenda!
Pastilhas e sprays de garganta podem “mascarar” doenças graves; entenda