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Setembro Amarelo e o resgate da originalidade

Eduardo Shinyashiki
Eduardo Shinyashiki

Você já parou para pensar por que tantas pessoas perdem o sentido da vida?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o suicídio é a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. São mais de 700 mil vidas interrompidas por ano no mundo. Diante desse cenário complexo, a campanha Setembro Amarelo nos lembra da urgência desse debate: por que, em meio a tantos avanços, ainda convivemos com tanto vazio?

Em muitos casos, a raiz está em experiências traumáticas de desamor, desamparo e desvalorização. Quando alguém cresce ouvindo que não é importante, que pedir ajuda não adianta ou que nunca é bom o suficiente, cria-se um terreno fértil para a perda de significado. O resultado é uma vida vivida no automático, tentando se adaptar a padrões externos e sufocando a autenticidade.

Vivemos em uma sociedade que cobra perfeição, produtividade e aparência impecável. As redes sociais amplificam isso, com imagens que reforçam a pergunta: “Quem eu tenho que ser para ser aceito?”. A busca constante por aprovação pode nos afastar daquilo que temos de mais valioso: a nossa originalidade. É quando surgem dificuldades de dizer “não”, de pedir ajuda, de estabelecer limites. Esse movimento de autoexclusão leva à solidão, ao esgotamento e, em casos extremos, ao desejo de não viver.

Para explicar essa dinâmica, criei o conceito da Síndrome do Sapato Apertado. Muitas vezes, tentamos nos encaixar em trabalhos, relacionamentos e padrões que não cabem em nós. Insistimos na esperança de que “vai melhorar”, quando, na verdade, estamos apenas ferindo a nossa autoestima. O resultado é dor e frustração. Mas há uma saída: parar de tentar caber em espaços que não nos pertencem e resgatar o valor de ser quem realmente somos.

Esse resgate passa por ações simples e transformadoras. É fundamental fortalecer três pilares: autoestima (reconhecer o próprio valor), autoconfiança (confiar nas próprias escolhas) e inteligência emocional (não deixar que o medo decida por nós). Quando cultivamos esses elementos, reencontramos o prazer em expressar nossos talentos e viver de forma autêntica.

Em meu livro O Caminho da Originalidade, convido o leitor a se reconectar com essa essência única. Seu lançamento coincide com esse momento importante de reflexão e despertar de pessoas, por isso, deixo um convite e uma reflexão: invista no autoconhecimento, procure ajuda e lembre-se de que a verdadeira prevenção ao sofrimento não está apenas em evitar a dor, mas em resgatar o que dá sentido à vida: a alegria de ser quem somos.

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