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Eleição será decidida no triângulo das bermudas – 26/02/2026 – Dora Kramer

Três homens em trajes formais aparecem em fotos lado a lado. O primeiro, à esquerda, tem cabelo e barba branca, veste terno escuro e gravata roxa, e fala em microfone. O segundo, ao centro, tem cabelo grisalho, veste terno cinza e gravata azul, e olha para o lado com expressão séria. O terceiro, à direita, tem cabelo escuro, veste terno azul claro e camisa branca, e olha levemente para cima.

Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) têm encontro marcado nesta sexta-feira (27) para mais um ato da dança da lealdade no baile da campanha eleitoral antecipada.

O reforço do governador é crucial para o senador. Salvo o imponderável, o gesto põe Tarcísio em definitivo no palanque da reeleição, mas não o afasta da cena nacional, vez que será ativo de peso na corrida da direita pela conquista da Presidência.

Flávio integra ao projeto o bem avaliado gestor do maior colégio eleitoral do país, toma emprestado um verniz de moderação ao bolsonarismo e, por mais que seja um falso brilhante, pode funcionar como atrativo ao centro.

A disputa por esse eleitorado nem lulista nem bolsonarista pode, e deve, decidir o resultado conforme o desempenho no chamado triângulo das bermudas. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro representam pouco mais de 40% do eleitorado nacional. Ali, candidaturas presidenciais emergem ou submergem.

O mais experiente e bem-sucedido entre todos os pretendentes chama-se Luiz Inácio da Silva (PT) e está atento a isso. Daí decorre sua disposição de deixar de fora a legenda de seu partido nessas três eleições para os executivos estaduais.

No que se depreende dos movimentos do presidente, em São Paulo investe no PSB de Geraldo Alckmin se Fernando Haddad insistir em não concorrer pelo PT; aposta em Minas na migração de Rodrigo Pacheco, do PSD, para o União ou MDB e se faz de indiferente à escolha da bolsonarista Jane Reis (MDB) como vice do favoritíssimo Eduardo Paes, do híbrido PSD.

É no Sudeste que o presidente e seus adversários vão trabalhar para tirar a diferença que definirá o resultado. No plano ideal, o critério de desempate seria o plano de governo visto como o melhor para o país.

No mundo real, o substantivo dá lugar ao adjetivo. O embate vai se dar no confronto de personalidades entre um líder de carisma um tanto gasto e um político que ainda é um enigma e cujo capital por ora se resume a um sobrenome.



Fonte ==> Folha SP

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