Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Relator diz que acordo Mercosul-UE deve ser votado nesta quarta no Plenário; ouça a entrevista

Deputado Marcos Pereira fala ao microfone

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Pereira: “O acordo não é de governo A, B ou C, porque foram 26 anos de negociações”

O relator do acordo entre Mercosul e União Europeia, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), confirmou que o tratado deve ser votado nesta quarta-feira (25) pelo Plenário da Câmara. Em entrevista à Rádio Câmara, Pereira destacou a importância do tratado para a economia do país.

“Ele será extremamente importante para a indução do crescimento da economia do nosso país, do agronegócio, da indústria e do comércio, da área de serviços,” enumerou.

  • Ouça a íntegra da entrevista de Marcos Pereira à Rádio Câmara.

Marcos Pereira lembrou que, quando foi ministro de Indústria e Comércio, entre 2016 e 2018, acompanhou as negociações do acordo. Foram mais de 25 anos de conversas até que os dois blocos assinassem o documento, no mês passado.

Para entrar em vigor, o texto precisa ser confirmado pelos parlamentos locais.

Aprovação preliminar
Antes de chegar ao Plenário, o acordo foi aprovado pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul nesta terça (24).

“Importante registrar que o acordo não é de governo A, B ou C, porque foram 26 anos de negociações que perpassaram vários governos”, enfatizou o deputado.

Para Marcos Pereira, a ratificação rápida do acordo pelo Parlamento brasileiro ajuda a pressionar o lado europeu a avançar no tema.

O relator lembrou que o Parlamento europeu apresentou um recurso à corte europeia sobre o tratado. E há uma resistência, liderada especialmente por agricultores da França, em relação às medidas colocadas na mesa.

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia prevê salvaguardas para evitar prejuízos a determinados setores da economia, de um lado a outro.

Preocupação do agronegócio
O relator Marcos Pereira explicou alguns pontos de preocupação no Brasil, apesar da importância do tratado.

“A Frente Parlamentar da Agropecuária tem uma preocupação muito grande porque a União Europeia coloca uma salvaguarda de 5% de gatilho, ou seja, sobretudo do agro, haveria uma suspensão e uma sobretaxa sobre o que exceder a 5% de crescimento de um ano para outro”, exemplificou.

“Isso é completamente inviável e impraticável, porque, só para te dar como exemplo, carne bovina in natura, de 2024 para 2025, cresceu 73%. Milho, por exemplo, cresceu 94%”, acrescentou, adiantando que o governo brasileiro já está tratando do tema.

Indústria
No que se refere à indústria, o relator entende que o prazo de desgravação, isto é, de zerar ou diminuir os impostos para o Brasil, é mais vantajoso do que para a Europa.

Segundo ele, os nossos impostos demorarão até 15 anos para serem desgravados, enquanto os dos europeus levarão até oito anos. “Isso então possibilitará que a nossa indústria se prepare,” concluiu.

 

 



Fonte ==> Camara

Relacionados

Principais notícias

O Crime Quase Perfeito: A Fraude de Diplomas que Engana o Brasil
MP recomenda suspensão do IPTU em Barra de São Miguel após aumentos de até 215%
Stronger targeting starts with aligned personas and ICPs

Leia mais

EUA propõem ao Brasil "exportação" de criminosos estrangeiros
EUA propõem ao Brasil "exportação" de criminosos estrangeiros
As melhores e as piores bebidas para os rins, segundo nutricionista
Doença renal avança no país e expõe gargalos de acesso à diagnóstico precoce e à diálise
Direita marca presença na posse do novo presidente do Chile
Direita marca presença na posse do novo presidente do Chile
Irã diz que jogadoras asiladas na Austrália são como "reféns"
Irã diz que jogadoras asiladas na Austrália são como "reféns"
Paquistanês é condenado por planejar assassinato de Trump
Irã ataca petrolífera no Bahrein; Trump minimiza alta do petróleo
ataques a petrolíferas ameaçam suprimento global de petróleo
ataques a petrolíferas ameaçam suprimento global de petróleo